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Atlético celebra 113 anos com muito otimismo para 2021

Postado em 25/03/2021 18:34

Os planos do Atlético são ambiciosos. Em meio à crise financeira internacional provocada pela pandemia de coronavírus, o clube iniciou, ainda em 2020, um significativo processo de reformulação administrativa e no futebol. O aumento nos investimentos – impulsionado pela parceria financeira e de gestão com empresários-torcedores – alçou a equipe ao status de candidato aos principais títulos nacionais. A meta do presidente Sérgio Coelho, porém, vai além-fronteiras: ser referência na América Latina.
O mandatário alvinegro concedeu entrevista nesta quinta-feira, 25 de março de 2021, aniversário de 113 anos do Galo. “Com todo esse trabalho sendo implementado, nós temos certeza que o Clube Atlético Mineiro, num futuro muito próximo, será reconhecido como um dos maiores clubes em gestão na América Latina”, declarou Coelho, que assumiu o cargo máximo da administração atleticana em janeiro, no lugar de Sérgio Sette Câmara.
 
O trabalho é de continuidade, mas com claras diferenças em relação ao antecessor. Sérgio Coelho tem perfil apaziguador e recebeu dos mecenas a missão de fazer um mandato de “coalizão”. As ideias eram claras: evitar a guerra política que ameaçou se iniciar nos meses finais do mandato de Sette Câmara, unir diferentes alas do Conselho Deliberativo e tocar o audacioso projeto financiado pelos empresários Rafael Menin, Rubens Menin, Renato Salvador e Ricardo Guimarães. O grupo dos ‘4 R’s’.
 
“Eles têm nos apoiado. Se não fosse por eles, nós estaríamos numa situação complicadíssima. A situação estaria bastante complicada, pelo fato de que as receitas caíram pela metade. Imagine um clube que perde 50% das suas receitas e mantém as despesas sem desconto nenhum. Então, existe um desequilíbrio matemático, que é fácil de ser compreendido. E se não houver algumas ações e ajudas, seria muito complicado”, admitiu o mandatário.
 
A dependência dos empréstimos da família Menin para pagar dívidas, salários e contratações preocupa, embora sejam contraídos com condições muito melhores que a média do mercado. Por isso, o clube vai apresentar em breve o planejamento estratégico para os próximos cinco anos. Nele, serão estabelecidas metas esportivas e financeiras para efetivamente alçar o Atlético ao patamar de protagonismo desejado.
 
“Será detalhado o nosso plano de trabalho para os próximos cinco anos. Esse planejamento não é para daqui um ano resolver a situação. É um planejamento para daqui a cinco anos, sendo corrigido anualmente, com um tempo a mais no futuro e com o objetivo de quitar dívidas e, ao mesmo tempo, ser um time protagonista”, disse.
 
E, para ser protagonista em campo, o Atlético não descarta contratar mais. Ao longo da entrevista, o presidente revelou que ainda aguarda a avaliação do elenco pelo técnico Cuca, mas não descartou a chegada – e saída de um zagueiro. Cria da Cidade do Galo, Jemerson é um dos nomes que agradam. Mas tudo dependerá da dinâmica do mercado.
 
Para a gente conseguir nossas ambições, achamos que seria necessário reforçar um pouco o time. Há um ano, o clube começou a reformular o plantel. Ao meu ver, foram contratações bem feitas. Uma ou outra não deu certo. Mas, pela quantidade de contratações, o trabalho foi muito bem feito pela diretoria que me antecedeu, juntamente com o treinador Sampaoli.
 
Quando assumi o Atlético em janeiro, precisávamos de alguns reforços pontuais, como na lateral esquerda, que só tínhamos o Arana, e trouxemos o Dodô. Acreditamos que ele será um grande reforço, já tem demonstrado isso. No meio-campo, trouxemos o Nacho, que estreou muito bem. E lá na frente o Hulk, um grande atleta que vai nos ajudar muito. É possível que possam vir mais um ou dois jogadores. Mas, se vierem, serão jogadores que somarão muito no grupo. 
 
O futebol é ganhar títulos, ser protagonista em todos os campeonatos. Ganhar títulos não é fácil, tem muitos concorrentes de alto nível, mas nos colocamos como um clube que vai brigar na cabeça. Esperamos que a gente seja campeão e tudo dê certo neste sentido. 
 
A segunda missão é tornar o Atlético o clube de melhor gestão da América Latina. Nós temos esse propósito, estamos trabalhando duramente para fazer o nosso primeiro Galo Business Day, que será um evento muito importante, bacana, onde apresentaremos o nosso organograma, com todos os diretores contratados. Foi um trabalho feito junto a uma das maiores consultorias do mundo, a Ernst & Young. Apresentaremos também os nossos resultados de 2020, com muita transparência. No final, apresentaremos o nosso planejamento estratégico. 
 
Com todo esse trabalho sendo implementado, nós temos certeza que o Clube Atlético Mineiro, num futuro muito próximo, será reconhecido como um dos maiores clubes em gestão na América Latina. Tenho certeza disso e vamos trabalhar incansavelmente atrás desse objetivo. 
 
Às vezes os concorrentes aparecem, surgem, mas nem sempre são aqueles que a gente aponta. Mas hoje temos alguns clubes que têm elencos muito bons, como são os casos do Palmeiras, do São Paulo, que está se reforçando muito, o Grêmio, que se propôs a reforçar, e já era um grande time. O próprio Internacional, o Flamengo, o Santos, que está sempre disputando títulos. São inúmeros times que vamos disputar com eles na cabeça. Temos que nos preparar para que façamos um trabalho diferenciado e melhor do que nossos concorrentes. E isso a gente tem feito. 
 
A gente tem trabalhado muito no futebol com nosso novo diretor, o Rodrigo Caetano, que é uma pessoa fantástica em todos os sentidos, um profissional de alto nível. Acreditamos que a contratação do Cuca foi o melhor que a gente podia fazer, era o melhor treinador que a gente poderia trazer no momento, um treinador alinhado com nossos pensamentos e planejamentos, gosta de trabalhar com a base. 
 
Estamos fazendo um futebol que é muito importante ter o salário em dia. Estamos cumprindo o pagamento, tanto de CLT quanto de imagem. É uma obrigação, sabemos disso. Mas, pelas dificuldades, nem todos os clubes conseguem. Estamos fazendo tudo que é possível para ter um ano dourado. 
 
E isso com o total apoio do nosso grupo de trabalho, todos os nossos diretores, o meu vice-presidente, José Murilo Procópio, que está sempre ao meu lado me ajudando. E não posso deixar de destacar os ‘4 R’s’: Rubens Menin, Ricardo Guimarães, Renato Salvador e Rafael Menin. São pessoas que estão me ajudando muito. A gente toma as decisões em um sistema colegiado, está funcionando muito bem e estamos muito felizes pela forma que estamos gerindo o clube. 
 
O mais importante é o seguinte: o Atlético trabalhar para que esteja bem, trabalhar para que sejamos um dos maiores clubes em gestão e protagonista no futebol da América Latina. Independente de ser uma concorrência local, o Atlético e eu, particularmente, respeitamos muito os nossos adversários aqui de Minas Gerais, assim como do Brasil inteiro e da América Latina. O futebol dá muita volta. O Atlético viveu há alguns anos momentos difíceis e hoje está bem.

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