fbpx
Pular para o conteúdo

Atlético 115 anos. O Galo quer ficar ainda mais “Forte e Vingador”

Image

Em meio a grandes transformações, o Atlético comemora, neste sábado (25/3), 115 anos de história. A data especial marca um ano de mudanças profundas para o Galo, que vai inaugurar seu novo estádio e, possivelmente, concluirá a transformação completa para SAF (Sociedade Anônima do Futebol) ainda em 2023.

Fundado em 25 de março de 1908 por um grupo de estudantes no Parque Municipal de Belo Horizonte, o Atlético se transformou em um dos clubes mais populares do Brasil. Uma pesquisa feita pelo jornal O Globo com o Instituto Ipec, em julho de 2022, apontou que 2,1% dos entrevistados pelo país eram torcedores do Galo – 10ª colocação no ranking nacional.
 
A torcida, aliás, é reconhecida nacionalmente pelo nível de envolvimento com o dia a dia do clube e a intensidade do apoio nas arquibancadas. Essa relação se faz ainda mais evidente em momentos como o atual, em que grandes transformações são pautas diárias no noticiário acerca da instituição.
 
No ano em que comemora o 115° aniversário do Atlético, o torcedor alvinegro terá a oportunidade de realizar um sonho antigo. A Arena MRV, futura casa do Galo, está em fase final de obras e deve começar a receber jogos oficiais da equipe profissional em agosto.
 
O calendário oficial de inauguração do estádio localizado no bairro Califórnia, em Belo Horizonte, terá seu pontapé inicial no dia 15 de abril. Na data, a sequência de eventos conhecida como “BH Festival” terá início com o “Nascimento do Campo”.
 
Neste sábado, às 9h, o clube organizou a realização de um culto ecumênico na Arena MRV, com a participação de conselheiros, dirigentes e outros convidados. A cerimônia é exclusiva e não foi aberta aos torcedores.
 
Internamente, a futura casa do Atlético já está praticamente concluída. Na última atualização do CEO Bruno Muzzi, em fevereiro, as obras internas já haviam alcançado 97% do projetado.
 
O grande desafio para a viabilização dos eventos de inauguração da Arena MRV são mesmo as obras externas. As contrapartidas ambientais, sociais e especialmente viárias exigidas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) representam o estágio que mais carece de atenção nesta fase de concretização do projeto.
 
O custo dessas contrapartidas exigidas pela PBH alcançou a casa de R$ 250 milhões. Estes valores, somados ao crescimento dos custos com a construção do estádio em si, fazem as obras rondarem um valor final de R$ 1 bilhão.
 
Com uma dívida global na casa de R$ 1,5 bilhão, os gestores do Atlético enxergam a transformação definitiva em Sociedade Anônima do Futebol como “salvação” para o clube mineiro. Neste sentido, o CEO Bruno Muzzi e o mecenas Rafael Menin seguem em contato frequente com o empresário norte-americano Peter Grieve, líder de um grupo de investimentos.
 
Conforme entrevista concedida por Ricardo Guimarães, presidente do Conselho Deliberativo do Galo, ao jornalista Breno Galante, o prazo para apresentação dos detalhes da SAF aos conselheiros é, agora, estimado para o fim de maio. Na ocasião, a cúpula alvinegra pretende contar com uma proposta vinculante em mãos, esmiuçando valores, divisão de cotas do clube-empresa e as obrigações do parceiro-investidor.
 
Há ainda definições importantes a acontecer. Existe a possibilidade de que a Arena MRV e a Cidade do Galo (centro de treinamento do Atlético em Vespasiano) sejam transferidas para a SAF. Neste caso, naturalmente, haveria aumento expressivo nos valores das negociações.
 
Sabe-se também que uma das ideias mais prováveis é a transformação da dívida do Alvinegro com a família Menin em cotas da sociedade, em percentual próximo a 13%. Outros 51% iriam para o investidor, enquanto o restante ficaria com a associação – que exige ter voz ativa nas decisões mesmo após a iminente mudança para clube-empresa.
 
Outra das prioridades da diretoria do Atlético é abater boa parte das dívidas onerosas – as mais prejudiciais à saúde financeira da instituição – com a entrada de recursos aportados pelo novo parceiro. Além disso, o Galo também espera ter condições de investir na constituição de um elenco profissional ainda mais competitivo.
 
O impacto das mudanças “externas” chama a atenção, mas o trabalho do departamento de futebol do Atlético também tem sido intenso. O elenco multicampeão em 2021 foi praticamente desfeito, e novas peças chegaram.
 
Sob comando de Eduardo Coudet, o Alvinegro busca crescer em entrosamento e produtividade com esses novos nomes. Há ainda outras saídas próximas, como as de Ademir (Bahia) e Sasha (RB Bragantino).
 
O diretor de futebol Rodrigo Caetano vive dias conturbados no trabalho das reposições, exigidas por Chacho diante do encurtamento do plantel. Sem dinheiro para grandes contratações, o dirigente precisará, mais uma vez, da criatividade para buscar novos reforços.
 
Todas essas transformações se unem a uma intensa cobrança por grandes conquistas – tanto por parte da torcida quanto por parte dos gestores. Com 115 anos recém-completos, o Atlético agora prioriza uma “salvação financeira” para seguir no caminho dos títulos importantes.