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Silvio Luiz, Antero Greco e Apolinho; Jornalismo Esportivo de luto

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Luto no jornalismo esportivo. Em menos de 24 horas, três grandes nomes morreram entre a noite de quarta e a manhã desta quinta-feira. Silvio Luiz, Antero Greco e Apolinho.

O narrador esportivo Silvio Luiz morreu aos 89 anos de idade. A notícia foi confirmada na manhã de quinta-feira (16). Nas últimas horas também já haviam falecido o jornalista Antero Greco, da ESPN, que lutava contra um tumor na cabeça, e Apolinho, comentarista da Rádio Tupi, também vítima de um câncer.

Apolinho

Washington Carlos Nunes Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro em, no dia 1º de setembro de 1936. Desde cedo, virou um amante do futebol e sempre se orgulhou em dizer que organizava saídas da escola para frequentar o Maracanã. Foi bancário na juventude.

O apelido Apolinho foi dado para o seu microfone pelo locutor Celso Garcia, em alusão aos equipamentos usados pelos astronautas da missão à Lua Apollo 11. Não demorou para virar a sua marca.

Apolinho trabalhava na Super Rádio Tupi. No último mês de fevereiro, o Show do Apolinho completou 25 anos.

Washington Rodrigues, o Apolinho, morreu nesta quarta-feira, aos 87 anos. Além de consagrado jornalista que marcou gerações com seus comentários nas rádios Globo e Tupi, Washington era um apaixonado pelo Flamengo. Em 1995, a convite do então presidente Kleber Leite, assumiu a tarefa de treinar o Rubro-Negro.

Criador de diversos bordões com uma linguagem popular que conquistou ouvintes no rádio carioca ao longo de décadas, o comentarista Washington Rodrigues fez dupla marcante com o narrador José Carlos Araújo, o Garotinho, na Rádio Globo.

Ele também ficou marcado por uma “previsão” feita durante a transmissão da Super Rádio Tupi da final do Campeonato Carioca de 2001, em 27 de maio daquele ano. Antes de Petkovic cobrar a falta e marcar o golaço que garantiu o tricampeonato do Flamengo sobre o Vasco, Apolinho afirmou: “E acaba de chegar São Judas Tadeu”.

A aventura no comando do Flamengo é a passagem mais marcante de Washington Rodrigues longe do jornalismo. Ele contou ao UOL em 2015 como virou treinador:

“Estava jantando com o Vanderlei Luxemburgo, e o Kleber Leite me convidou para encontrá-lo em um restaurante. Imaginei que queria conselhos sobre o momento do time e fui preparado para sugerir a contratação do Telê Santana. Ninguém queria pegar o Flamengo. O papo varou a madrugada. Até que por volta das 3h30 havia um prato virado na mesa e sem uso”.

“O Kleber me disse que tinha um nome e pediu para que virasse o prato. Quando vi que era o meu tomei um susto e perguntei se ele estava brincando. Pensei rápido e aceitei, já que o Flamengo é uma convocação. Foi uma correria. Tinha que me desligar da rádio, TV, jornal. Tudo para evitar conflito”.

Foram 26 partidas, 11 vitórias, oito empates e sete derrotas. O time do Ataque dos Sonhos de Sávio, Romário e Edmundo não reagiu no Campeonato Brasileiro e terminou no 21º lugar. Na Supercopa dos Campeões da Libertadores, entretanto, a campanha foi boa. O Flamengo venceu sete dos oito jogos disputados, mas acabou derrotado na decisão em duas partidas com o Independiente.

Além da aventura à frente do Flamengo em 1995, Washington, novamente “convocado” por Kleber Leite, voltou ao clube três anos depois para assumir o cargo de diretor de futebol.

Morreu na madrugada desta quinta-feira, em São Paulo (SP), o jornalista Antero Greco, aos 69 anos. Ele estava internado no hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, tratando um tumor no cérebro, onde passou por duas cirurgias nos últimos anos.

O velório acontecerá a partir do meio-dia, e o sepultamento será às 16h, em um cemitério na região central de São Paulo.

Antero Greco

Antero Greco foi um dos jornalistas mais respeitados da crônica esportiva brasileira. Formado pela Universidade de São Paulo (USP), ele passou pelo Diário Popular, Diário de S. Paulo, Estadão, Folha de S. Paulo, Grupo Bandeirantes, entre outros veículos.

Palmeirense discreto, Antero Greco contava com a simpatia de torcedores de outros clubes pela maneira como conduzia os seus comentários.

Foi na televisão que o jornalista ficou popular conduzindo a apresentação do programa “Sportscenter”, da ESPN Brasil, ao lado de Paulo Soares, o Amigão. O bom humor da dupla chamava atenção no noticiário noturno, que teve grande audiência.

Antero Greco foi um dos primeiros contratados da emissora, ainda em 1994. Nos últimos anos, com a evolução da doença, o jornalista diminuiu as aparições no canal, restringindo apenas a participações pontuais em programas da casa.

Silvio Luiz

Silvio Luiz morreu nesta quinta-feira, 16 de maio, às 9h40, aos 89 anos. A notícia foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital Oswaldo Cruz, onde o narrador esportivo estava internado.

Silvio Luiz enfrentava problemas de saúde desde o dia 7 de abril, quando passou mal durante a transmissão da final do Paulistão, ao lado de Márvio Lúcio, o Carioca, e Marcos Chiesa, o Bola. Após ser internado e ficar 23 dias sob observação, ele retornou ao hospital em 11 de maio, sendo intubado e mantido em coma induzido.

Conhecido por sua marcante voz e seus bordões memoráveis, como “pelas barbas do profeta” e “confira comigo no replay”, Silvio Luiz foi uma figura emblemática no cenário esportivo nacional. Narrou inúmeros campeonatos importantes, incluindo várias Copas do Mundo, e desde 2022, compartilhava seus comentários futebolísticos ao lado dos humoristas Bola e Carioca.

Antes de se destacar no esporte, Silvio teve uma breve incursão na atuação, participando da novela “Éramos Seis” em 1958, na TV Record. Posteriormente, esteve no elenco de “Cela da Morte” na mesma emissora.

Com uma trajetória marcada pelo amor ao futebol, Silvio Luiz também se formou como árbitro na Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol em 1985, mantendo-se ativo no esporte até seus últimos dias. Sua carreira inclui passagens por diversas emissoras, como TV Record, TV Paulista, Rádio Bandeirantes, Rádio Record, TV Excelsior, SBT e Band, além de ter ocupado o cargo de diretor de programação na TV Record na década de 1970.

Silvio deixa sua esposa, a cantora Márcia, com quem se casou em 1969, e três filhos. Sua contribuição para o jornalismo esportivo e sua voz inconfundível continuarão vivas na memória dos fãs e admiradores do esporte no Brasil.

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