Neste domingo, América
e Santos travam um confronto direto pela escalada na tabela do
Campeonato Brasileiro, em uma noite que contará com um ingrediente
a mais. A partida marcará o reencontro do Coelho com Lisca, pela
primeira vez, desde que o ex-técnico deixou o clube, no ano
passado.
Lisca optou por sair
do América em junho do ano passado, devido à má fase do time,
que chegou a acumular uma sequência de sete jogos sem vitórias. O
Coelho foi eliminado da Copa do Brasil e, sem pontuar, teve o seu
pior início de Brasileirão na era dos pontos corridos.
Lisca anunciou sua
saída bastante emocionado. Chorando, disse acreditar que seu
desligamento era a melhor solução para que o América voltasse
a encontrar o caminho das vitórias.
A
trajetória do treinador, no entanto, foi marcada por grandes
feitos. Lisca comandava o América desde 30 de janeiro de 2020 e
tinha o trabalho mais longevo entre os técnicos da Série
A. Ele deixou o clube após
82 jogos, com 40 vitórias, 27 empates e 15 derrotas (aproveitamento
de 60,4%).
Em 2020, sob o comando
do treinador, o clube fez uma campanha histórica na Copa do Brasil,
chegando à semifinal da competição pela primeira vez. Ao todo, o
clube faturou R$ 17,6 milhões. Na Série B daquele ano, foi
vice-campeão, garantindo o acesso à elite. No ano passado, foi
vice-campeão mineiro.
Neste domingo, no
Independência, Lisca irá se reencontrar com vários de seus
ex-comandados, já que boa parte dos titulares do
América permanecem os mesmos. É o caso de Cavichioli, Lucas
Kal, Marlon, Patric, Juninho e Felipe Azevedo, que jogaram no clube
com Lisca. Caso se recupere a tempo, o meia Alê, também terá a
oportunidade de rever seu ex-técnico.
Quem também foi
treinado por Lisca no Coelho é Ricardo Silva. O zagueiro, que
voltou ao clube na janela de transferências do meio do ano, foi
bastante utilizado no ano passado.
América e
Santos entram em campo neste domingo, às 18h, no estádio
Independência.