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América empata com Corinthians e alcança classificação inédita às quartas de final da Copa do Brasil

Postado em 04/11/2020 23:56

Coelho começou perdendo, mas buscou igualdade e avançou de fase

América fez história nesta quarta-feira ao empatar com o Corinthians por 1 a 1, no Independência, em Belo Horizonte, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Com o resultado, o time alcançou a classificação inédita às quartas de final, já que ganhou o duelo de ida na semana anterior, por 1 a 0, na Neo Química Arena, em São Paulo. Até então, as melhores participações do clube no torneio de mata-mata haviam sido registradas nas edições de 1998 e 2018 (oitavas).

No duelo no Horto, o Coelho criou boas oportunidades no primeiro tempo, porém pecou pela falta de capricho e não tirou o placar do zero. Na etapa final, o Timão fez 1 a 0 com Fagner, em pênalti marcado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães com o auxílio do VAR. Porém, também em penalidade máxima – assinalada sem consulta ao vídeo -, Rodolfo deixou tudo igual para os donos da casa, aos 38, e garantiu mais R$ 3,3 milhões em premiação aos cofres americanos (R$ 10,59 milhões acumulados).
 
Classificado, o América conhecerá seu próximo adversário na sexta-feira (6), às 11h30, em sorteio a ser realizado na sede da Confederação Brasileira de Futebol, no Rio de Janeiro. São Paulo, Cuiabá, Ceará e Flamengo também estão garantidos nas quartas. Outras duas vagas estão em aberto. O Palmeiras recebe o Bragantino nesta quinta-feira, às 19h, no Allianz Parque, em São Paulo, com a vantagem de 3 a 1 construída no primeiro confronto. Às 21h30, o Grêmio visitará o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), respaldado pelo triunfo por 1 a 0 na ida.

O jogo

 
Com a vantagem de poder jogar pelo empate para se classificar, o América não abriu mão de atacar. Lisca surpreendeu ao escalar Geovane e Vitão nos lugares de Alê e Léo Passos. Apesar das mudanças de peças, o time continuou postado no 4-3-3, que se transformava em 4-5-1 quando o Corinthians ficava com a bola.
 
Mesmo com a superioridade do adversário na posse de bola (55%), o Coelho criou as melhores chances na etapa inicial. Das 11 finalizações, quatro foram em direção da meta de Cássio, que se esforçou para defender os chutes de Juninho, aos 25, e Geovane, aos 41. Já Matheus Cavichioli só trabalhou em cabeceio de Marllon, aos 30.
 
Sempre que retomava o controle da redonda, o América era objetivo e ligeiro, especialmente na velocidade de Ademir e Juninho e na perseverança de Vitão. O problema é que o time pecava no último passe. Em pelo menos três ocasiões, faltou um pé na pequena área para completar cruzamentos rasteiros oriundos das pontas.
 
Defensivamente, a equipe mineira se mostrou competente tanto para apertar a saída de bola do rival quanto na recuperação em seu próprio campo. Destaque para a capacidade de desarme do volante Zé Ricardo e no posicionamento do zagueiro Messias nos cortes de lançamentos corintianos.
No segundo tempo, Lisca apostou na entrada de Rodolfo, artilheiro alviverde na temporada, com 10 gols, na vaga de Vitão. Já Vagner Mancini, que havia perdido Cazares por lesão na parte posterior da coxa esquerda no primeiro tempo, modificou o meio-campo com as entradas de Cantillo e Gabriel.
 
Mesmo sem apresentar uma melhora significativa, o Corinthians teve duas boas oportunidades com menos de dez minutos. Aos 8, Mateus Vital cruzou fechado, e Cavichioli espalmou por cima. Aos 9, o goleiro americano encaixou cabeceio de Matheus Davó.
 
Aos 10, Davó voltou a incomodar, dessa vez em arrancada pelo lado direito. Ele ganhou do zagueiro Anderson e caiu na grande área. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães chegou a dar tiro de meta, mas foi avisado de um possível pênalti por Carlos Eduardo Nunes Braga e marcou pênalti após assistir ao replay no monitor à beira de campo. Fagner cobrou no canto esquerdo e fez 1 a 0 para o Corinthians.
 
A partir dali, o América necessitava de um gol para se classificar no tempo normal. Que quase veio aos 23, quando Everaldo recuou mal e permitiu que Ademir driblasse o goleiro Cássio. O chute de pé esquerdo do camisa 10 tinha endereço certo, porém Fagner, responsável por converter a penalidade máxima, apareceu bem na cobertura e evitou o empate do Coelho. 
 
Em razão da tensão das equipes, a partida parecia caminhar para os pênaltis. Até que aos 36, em bola levantada por Alê da esquerda para a direita, Lucas Piton vacilou ao abrir o braço na grande área e tocar com a mão na bola. Pênalti. Rodolfo soltou a bomba no canto direito, Cássio ainda encostou na redonda, mas sem a força suficiente para defender: 1 a 1.

AMÉRICA 1X1 CORINTHIANS

 
AMÉRICA
Matheus Cavichioli; Diego Ferreira, Messias, Anderson e João Paulo; Juninho, Zé Ricardo e Geovane (Alê, aos 29min do 2ºT); Ademir (Daniel Borges, aos 44min do 2ºT), Vitão (Rodolfo, no intervalo) e Felipe Azevedo (Marcelo Toscano, aos 40min do 2ºT)
Técnico: Lisca
 
CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Marllon, Gil e Lucas Piton; Xavier (Gabriel, no intervalo), Ramiro (Luan, aos 40min do 2ºT) e Ederson (Cantillo, no intervalo); Mateus Vital, Cazares (Everaldo, aos 33min do 1ºT) e Davó (Léo Natel, aos 29min do 2ºT)
Técnico: Vagner Mancini
 
Gols: Rodolfo, aos 38min do 2ºT (América);  Fagner, aos 14min do 2ºT (Corinthians)
 
Cartões amarelos: Diego Ferreira, aos 4min do 2ºT (América); Xavier, aos 40min do 1ºT; Everaldo, aos 4min, Fagner, aos 34min do 2ºT (Corinthians)
Motivo: jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil
 
Estádio: Independência, em Belo Horizonte
 
Data: quarta-feira, 4 de novembro de 2020
 
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
 
Assistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
 
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
 
Fonte: www.mg.superesportes.com.br
 

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