Coelho começou perdendo, mas buscou igualdade e avançou de fase
O América fez história nesta quarta-feira ao empatar com o Corinthians por 1 a 1, no Independência, em Belo Horizonte, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Com o resultado, o time alcançou a classificação inédita às quartas de final, já que ganhou o duelo de ida na semana anterior, por 1 a 0, na Neo Química Arena, em São Paulo. Até então, as melhores participações do clube no torneio de mata-mata haviam sido registradas nas edições de 1998 e 2018 (oitavas).
No duelo no Horto, o Coelho criou boas oportunidades no
primeiro tempo, porém pecou pela falta de capricho e não tirou o
placar do zero. Na etapa final, o Timão fez 1 a 0
com Fagner, em pênalti marcado pelo árbitro
Wagner do Nascimento Magalhães com o auxílio do VAR. Porém, também
em penalidade máxima – assinalada sem consulta ao vídeo
-, Rodolfo deixou tudo igual para os
donos da casa, aos 38, e garantiu mais R$ 3,3 milhões em premiação
aos cofres americanos (R$ 10,59 milhões acumulados).
Classificado, o América conhecerá seu próximo adversário na
sexta-feira (6), às 11h30, em sorteio a ser realizado na sede da
Confederação Brasileira de Futebol, no Rio de
Janeiro. São Paulo, Cuiabá, Ceará e
Flamengo também estão garantidos nas quartas. Outras
duas vagas estão em aberto.
O Palmeiras recebe
o Bragantino nesta quinta-feira, às 19h,
no Allianz Parque, em São Paulo, com a vantagem de 3 a 1 construída
no primeiro confronto. Às 21h30,
o Grêmio visitará
o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, em
Caxias do Sul (RS), respaldado pelo triunfo por 1 a 0 na ida.
O jogo
Com a vantagem de poder jogar pelo empate para se classificar,
o América não abriu mão de atacar. Lisca surpreendeu ao escalar
Geovane e Vitão nos lugares de Alê e Léo Passos. Apesar das
mudanças de peças, o time continuou postado no 4-3-3, que se
transformava em 4-5-1 quando o Corinthians ficava com a bola.
Mesmo com a superioridade do adversário na posse de bola
(55%), o Coelho criou as melhores chances na etapa inicial. Das 11
finalizações, quatro foram em direção da meta de Cássio, que se
esforçou para defender os chutes de Juninho,
aos 25, e Geovane, aos 41. Já Matheus
Cavichioli só trabalhou em cabeceio de Marllon, aos 30.
Sempre que retomava o controle da redonda, o América era
objetivo e ligeiro, especialmente na velocidade
de Ademir e Juninho e na perseverança de
Vitão. O problema é que o time pecava no último passe. Em pelo
menos três ocasiões, faltou um pé na pequena área para completar
cruzamentos rasteiros oriundos das pontas.
Defensivamente, a equipe mineira se mostrou competente tanto
para apertar a saída de bola do rival quanto na recuperação em seu
próprio campo. Destaque para a capacidade de desarme do
volante Zé Ricardo e no posicionamento
do zagueiro Messias nos cortes de
lançamentos corintianos.
No segundo tempo, Lisca apostou na entrada
de Rodolfo, artilheiro alviverde na
temporada, com 10 gols, na vaga de Vitão. Já Vagner Mancini, que
havia perdido Cazares por lesão na parte posterior da coxa esquerda
no primeiro tempo, modificou o meio-campo com as entradas de
Cantillo e Gabriel.
Mesmo sem apresentar uma melhora significativa, o Corinthians
teve duas boas oportunidades com menos de dez minutos. Aos
8, Mateus Vital cruzou fechado, e
Cavichioli espalmou por cima. Aos 9, o goleiro americano encaixou
cabeceio de Matheus Davó.
Aos 10, Davó voltou a incomodar, dessa vez em arrancada pelo
lado direito. Ele ganhou do zagueiro Anderson e caiu na grande
área. O árbitro Wagner do Nascimento
Magalhães chegou a dar tiro de meta, mas foi avisado
de um possível pênalti por Carlos Eduardo Nunes Braga e marcou
pênalti após assistir ao replay no monitor à beira de campo. Fagner
cobrou no canto esquerdo e fez 1 a 0 para o
Corinthians.
A partir dali, o América necessitava de um gol para se
classificar no tempo normal. Que quase veio aos 23, quando Everaldo
recuou mal e permitiu
que Ademir driblasse o goleiro Cássio. O
chute de pé esquerdo do camisa 10 tinha endereço certo, porém
Fagner, responsável por converter a penalidade máxima, apareceu bem
na cobertura e evitou o empate do Coelho.
Em razão da tensão das equipes, a partida parecia caminhar
para os pênaltis. Até que aos 36, em bola levantada por Alê da
esquerda para a direita, Lucas Piton vacilou ao abrir o braço na
grande área e tocar com a mão na bola.
Pênalti. Rodolfo soltou a bomba no canto
direito, Cássio ainda encostou na redonda, mas sem a força
suficiente para defender: 1 a 1.
AMÉRICA 1X1 CORINTHIANS
AMÉRICA
Matheus Cavichioli; Diego Ferreira, Messias, Anderson e João
Paulo; Juninho, Zé Ricardo e Geovane (Alê, aos 29min do 2ºT);
Ademir (Daniel Borges, aos 44min do 2ºT), Vitão (Rodolfo, no
intervalo) e Felipe Azevedo (Marcelo Toscano, aos 40min do
2ºT)
Técnico: Lisca
CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Marllon, Gil e Lucas Piton; Xavier (Gabriel,
no intervalo), Ramiro (Luan, aos 40min do 2ºT) e Ederson (Cantillo,
no intervalo); Mateus Vital, Cazares (Everaldo, aos 33min do 1ºT) e
Davó (Léo Natel, aos 29min do 2ºT)
Técnico: Vagner Mancini
Gols: Rodolfo, aos 38min do 2ºT
(América); Fagner, aos 14min do 2ºT (Corinthians)
Cartões amarelos: Diego Ferreira, aos
4min do 2ºT (América); Xavier, aos 40min do 1ºT; Everaldo, aos
4min, Fagner, aos 34min do 2ºT (Corinthians)
Motivo: jogo de volta das oitavas de
final da Copa do Brasil
Estádio: Independência, em Belo
Horizonte
Data: quarta-feira, 4 de novembro de
2020
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
(RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa
Farinha e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga
(RJ)
Fonte:
www.mg.superesportes.com.br















