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Viúva de Lito Sousa relata dificuldades no primeiro mês de luto: “Fui colocada como vilã e heroína”

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Imagem: Reprodução/Instagram

Mila Seidl, de 41 anos, viúva do influenciador Lito Sousa, relatou como tem enfrentado o luto um mês após a morte do marido. Em um vídeo publicado no Instagram para marcar 30 dias do falecimento, ela afirmou que tem se sentido sozinha, apesar de estar cercada por pessoas próximas e receber o apoio de familiares e amigos.

Durante o desabafo, Mila disse que a internet costuma transformar pessoas em “vilãs e heróis” e que ela acabou sendo colocada nos dois papéis. Segundo a viúva, no entanto, sua realidade é a de uma pessoa comum tentando lidar com a perda e seguir adiante, mesmo diante de uma dor que descreveu como uma das mais difíceis que alguém pode enfrentar.

“Me colocaram no papel de vilã, e também me colocaram no papel de heroína, mas eu sou só uma pessoa comum que está sentindo a pior dor que uma pessoa pode sentir, e tentando fazer de tudo para seguir adiante, porque eu preciso”, afirmou. Ela acrescentou que esse processo tem sido “muito difícil”.

Mila também contou que teve dificuldades para retomar atividades básicas da rotina desde a morte de Lito. No relato, disse que os 30 dias pareceram longos e que não sabe como conseguiu atravessar esse período. Ela citou obstáculos para respirar, levantar da cama, comer e realizar tarefas que, para outras pessoas, poderiam parecer simples ou ter sido retomadas com facilidade.

A ausência do marido, segundo ela, está presente nas situações mais comuns do cotidiano. Uma cadeira vazia, os chinelos de Lito ou a escova de dentes dele no banheiro são elementos que despertam lembranças e reforçam a falta. “A ausência tem mais presença do que a presença”, declarou no vídeo.

Lembranças ajudam, mas também aprofundam a dor

A viúva descreveu o luto como uma experiência marcada por sentimentos contraditórios. As lembranças, afirmou, são uma das poucas formas de manter a conexão com a pessoa que morreu, mas também podem provocar sofrimento intenso. Ela contou que pessoas enlutadas costumam voltar às últimas mensagens trocadas pelo WhatsApp e ouvir novamente os áudios como uma maneira de conversar com quem já não está presente.

Ao mesmo tempo, Mila disse que revisitar essas recordações pode reabrir a dor. Para ela, a lembrança funciona como uma ferida que permanece aberta. A viúva também afirmou que é impossível compreender completamente o luto antes de perder alguém amado.

Na tentativa de atravessar os dias, Mila relatou que procura se manter ocupada e se apoia na disciplina que aprendeu com Lito. Ainda assim, as recordações aparecem durante o trabalho e em outras atividades. Ela disse ter medo de esquecer o marido e sentir que está traindo a memória dele ao afastá-lo temporariamente dos pensamentos para conseguir continuar a rotina.

Mila afirmou ainda que tem dificuldade para acreditar que Lito morreu. Segundo ela, ao acordar, todos os dias pensa que a morte não pode ter acontecido, mas a rotina acaba mostrando que a perda é real. Ela pediu compreensão com pessoas que enfrentam o luto, destacando que o sofrimento pode não ser visível nem verbalizado, mesmo quando há uma rede de apoio por perto.

Ao final do vídeo, a viúva dedicou a data ao marido e reafirmou o amor que sentia por ele. “Hoje fica o meu dia em homenagem ao meu único e maior amor. Eu te amo. Para sempre”, declarou.

Lito recebeu diagnóstico de doença neurodegenerativa rara

Mila vinha relatando nas redes sociais os esforços médicos para tentar tratar Lito por meio de um método experimental. O piloto recebeu o diagnóstico da Doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara, 40 dias antes de morrer.