A apresentadora Sabrina Parlatore participou neste domingo da 64ª edição da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama, realizada em São Paulo, e utilizou o momento para compartilhar sua trajetória de luta contra a doença. Durante o evento, ela subiu ao palco para fazer um depoimento emocional, relembrando os anos difíceis de tratamento e os desafios subsequentes relacionados à menopausa precoce.
Sabrina foi diagnosticada com câncer de mama aos 40 anos, em 19 de maio de 2015, uma data que ela considera marcante em sua vida. Em um vídeo publicado nas redes sociais na ocasião, ela descreveu o momento como um dos mais difíceis que enfrentou, ressaltando a importância do apoio de médicos, enfermeiros, amigos e familiares para superar o período de tratamento. Ela destacou que, apesar do impacto emocional, o suporte ao seu redor foi fundamental para sua recuperação.
Antes do diagnóstico oficial, um exame de ultrassom realizado na rotina de prevenção já indicava a necessidade de investigação adicional, com recomendação de biópsia. No entanto, o procedimento foi descartado na época pelo médico ginecologista, que afirmou que não era necessário. Cerca de dez meses depois, Sabrina descobriu um nódulo em sua mama, o que levou ao início de um tratamento que incluiu quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Ela revelou que o tumor era do tipo triplo-negativo, uma forma mais agressiva da doença, que não requer o uso de bloqueadores hormonais.
Durante o tratamento, Sabrina foi informada de que a quimioterapia poderia induzir uma menopausa precoce, o que de fato ocorreu na terceira sessão, causando uma série de sintomas como insônia, ondas de calor, fadiga e queda da libido. Na época, ela priorizou sua recuperação e não deu atenção especial ao impacto da menopausa na rotina, focando exclusivamente na cura do câncer.
A apresentadora criticou a falta de orientação adequada e de informações claras sobre os efeitos da menopausa, especialmente para pacientes que passaram por câncer de mama. Ela relatou que, após a menopausa se consolidar aos 46 anos, os sintomas se intensificaram, tornando-se mais severos e impactantes na sua qualidade de vida. Sabrina destacou que os efeitos da menopausa após o tratamento de câncer de mama ainda são pouco discutidos na medicina e na ciência, o que ela considera uma lacuna importante a ser preenchida.
Por fim, Sabrina Parlatore reforçou a necessidade de que o debate sobre menopausa seja ampliado no contexto de mulheres que sobrevivem ao câncer de mama, defendendo uma maior atenção à qualidade de vida dessas pacientes após o tratamento. Sua experiência evidencia a importância de uma abordagem mais holística e informada, que considere não apenas a cura da doença, mas também os efeitos secundários que podem afetar a saúde física e emocional das sobreviventes.












