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Rodrigo Bocardi anuncia encerramento de contrato com o SBT após afastamento da emissora

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Imagem: Rogerio Pallatta/SBT

O jornalista Rodrigo Bocardi, de 50 anos, anunciou que rescindiu seu contrato com o SBT após ter sido afastado da emissora, em uma decisão que ele próprio atribui a uma ruptura na relação profissional e à ausência de apoio por parte da emissora. O afastamento ocorreu em meio a controvérsias envolvendo denúncias e alegações feitas contra o apresentador, que, por sua vez, questionou publicamente a conduta da emissora e criticou a forma como foi tratado.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bocardi afirmou que “demitiu o SBT” e questionou a credibilidade da emissora, alegando que o canal não respeitou um contrato que tinha com ele após apenas um mês de parceria. Segundo o jornalista, a emissora retirou o programa Boca TV do ar sem aviso prévio e, no seu entendimento, tomou conhecimento da sua situação pelas redes sociais, o que considerou uma postura de desrespeito. Ele também criticou o fato de que o SBT teria agido com base em fofocas de redes sociais sem realizar uma investigação adequada antes de tomar medidas que afetaram sua carreira.

Bocardi afirmou que a emissora não conseguiu resistir às forças contrárias a ele, alegando que o SBT “não suportou um mês e se rendeu”. O jornalista declarou que não se sentia mais capaz de atuar em um ambiente considerado incompatível com seus princípios, manifestando pesar pelos telespectadores que acompanhavam seu trabalho. Além disso, ele trouxe à tona uma reportagem da revista Piauí, que revelou supostos envolvimentos do ex-ministro das Comunicações, Fabio Faria — marido de Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos e uma das principais herdeiras do canal — em festas organizadas pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Bocardi questionou a ausência de menções a esses escândalos na cobertura da própria emissora, que estaria silenciando sobre assuntos que envolvem membros da família Abravanel e questões relacionadas a possíveis irregularidades.

O SBT, por sua vez, declarou que tomou conhecimento das denúncias relacionadas a Bocardi pelas redes sociais, mas afirmou não ter encontrado fatos ou provas que comprometessem a conduta do apresentador. A emissora confirmou que, após o encerramento da parceria comercial com BocaTV no dia 8 de outubro, decidiu pelo fim do contrato de forma amigável, com Bocardi optando por se dedicar às suas empresas de forma integral. A emissora também informou que, mesmo após o afastamento, Bocardi continuaria na apresentação de seu jornalístico, embora essa informação tenha sido posteriormente revista com a decisão de encerramento do vínculo.

No que diz respeito às acusações de Jones Donizette, ex-secretário de Tecnologia e Comunicação de Embu das Artes (SP), que alegou que Bocardi cobrava para falar bem de prefeituras em seu programa, o jornalista negou as alegações. Em transmissão ao vivo, ele afirmou que as gravações apresentadas por Donizette eram ilegais, editadas de forma distorcida e sem respaldo para prejudicar sua reputação. Bocardi esclareceu que as conversas gravadas tratavam de acordos comerciais legítimos de publicidade da BocaTV, prática comum na indústria de comunicação, e que tais contratos não comprometiam a integridade jornalística de seus trabalhos.

O apresentador também criticou a rapidez com que o SBT o afastou do telejornal, alegando que a decisão foi precipitada e violou cláusulas contratuais que garantiam seu direito de atuar normalmente. Bocardi destacou que sua relação com a emissora era de parceria comercial, e não de vínculo empregatício tradicional, o que, na sua visão, deveria ter sido considerado antes de qualquer afastamento.

Até o momento, o SBT não se manifestou oficialmente sobre as acusações específicas feitas por Bocardi, limitando-se a afirmar que não encontrou provas que comprometessem sua conduta, e que a decisão de encerrar o contrato foi uma escolha do próprio jornalista, que optou por focar em seus negócios. A situação evidencia uma crise na relação entre o apresentador e a emissora, marcada por divergências públicas e questionamentos sobre a conduta e os procedimentos internos de ambas as partes.