O rapper norte-americano Lil Durk, cujo nome verdadeiro é Durk Banks, foi absolvido na última sexta-feira por um tribunal federal de Los Angeles das acusações de ter ordenado o assassinato de um rival, o rapper Quando Rondo. A decisão judicial encerra um processo que envolvia alegações de tentativa de homicídio ocorrida em 2022, na qual o artista de 33 anos foi acusado de ter mandado matar o colega de profissão. Apesar da absolvição nesse caso específico, Durk Banks permanece detido, uma vez que ainda responde por outros crimes, incluindo extorsão e porte ilegal de armas, com julgamento previsto para o dia 5 de outubro.
A acusação contra o rapper envolvia uma suposta conspiração para ordenar o assassinato de Quando Rondo, uma rivalidade que teria motivado uma série de ações violentas entre gangues rivais. Segundo as investigações, o ataque ocorreu em um posto de gasolina em Los Angeles, onde uma jovem de 24 anos foi fatalmente atingida. Os atiradores, entretanto, erraram o alvo principal — que era Quando Rondo — e acabaram matando Saviay’a Robinson, prima do rival do rapper, na tentativa de atingir o seu verdadeiro alvo. A acusação indicava que Lil Durk teria oferecido dinheiro para que o crime fosse cometido, uma hipótese que foi contestada pela defesa do artista.
A defesa de Lil Durk argumentou que ele não participou diretamente da tentativa de homicídio, alegando que um ex-assistente pessoal do rapper teria ordenado o ataque por conta própria, com a intenção de impressionar o chefe. Essa versão foi corroborada por testemunhos de testemunhas que afirmaram que o ex-assistente agiu de forma independente, sem a anuência do artista. Ainda assim, os promotores sustentaram que o ataque foi motivado por uma disputa de vingança entre gangues rivais, relacionadas às mortes de figuras importantes na cena do rap, como o próprio King Von, amigo de Lil Durk, assassinado em novembro de 2020.
No julgamento, dois outros réus que estavam no banco dos acusados receberam condenações por crimes de perseguição. Deandre Dontrell Wilson e David Brian Lindsey responderão pelos atos que resultaram na morte de Saviay’a Robinson, sendo considerados responsáveis por sua morte. Os três, incluindo o ex-assistente de Lil Durk, fizeram acordos com a Justiça, confessando participação em crimes de perseguição e colaborando com as autoridades em troca de benefícios na pena, segundo informações divulgadas pela imprensa de Los Angeles.
Embora tenha sido absolvido das acusações de encomendar o assassinato, Lil Durk continua enfrentando processos judiciais relacionados a outros crimes, e seu julgamento por extorsão e porte ilegal de armas ainda está pendente. A decisão de sexta-feira marca um desfecho importante na tentativa de responsabilizar o artista pelos atos relacionados às ações violentas, mas não encerra sua situação legal, que permanece sob análise das autoridades.












