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Juca de Oliveira morre aos 91 anos e deixa legado na TV e no teatro

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A morte do ator Juca de Oliveira, aos 91 anos, marca o fim de uma trajetória marcante na dramaturgia brasileira. Conhecido nacionalmente por interpretar o médico geneticista Doutor Albieri na novela O Clone, o artista estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 13 de março. A família confirmou o falecimento e informou que o estado de saúde era delicado nos últimos dias, agradecendo as manifestações de apoio.

O velório será realizado neste sábado, na capital paulista, entre 15h e 21h, em cerimônia restrita a amigos e familiares.

Nascido em 16 de março de 1935, na cidade de São Roque, José Juca de Oliveira Santos iniciou a carreira artística nos anos 1950, no teatro. Ao longo de décadas, construiu um currículo expressivo, com mais de 30 novelas e minisséries, além de mais de dez filmes e cerca de 60 peças teatrais, atuando também como autor.

O ator integrou o histórico Teatro Brasileiro de Comédia e, na década de 1960, adquiriu o Teatro de Arena, tornando-se um dos nomes relevantes da cena cultural do país. Durante o período da ditadura, por sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro, foi perseguido e precisou se exilar na Bolívia.

Sua estreia em novelas ocorreu em 1964, na TV Tupi, com “Amor É Mais Forte”, após retornar ao Brasil. Já na TV Globo, participou de produções de destaque como Fera Ferida, Torre de Babel e O Outro Lado do Paraíso, seu último trabalho na televisão, exibido em 2018.

Nos últimos anos, Juca de Oliveira se dedicava principalmente ao teatro e à vida no campo, mantendo-se ativo artisticamente e preservando uma carreira reconhecida pela versatilidade e contribuição à cultura brasileira.