O ator José de Abreu, de 80 anos, manifestou-se publicamente em defesa de seu colega Eduardo Moscovis, de 58 anos, e criticou duramente Juliano Cazarré, de 45 anos, por uma declaração relacionada a estatísticas sobre mortes de homens e feminicídio. A controvérsia teve início após uma troca de declarações nas redes sociais, envolvendo uma comparação feita por Cazarré que, segundo Abreu, apresenta uma distorção dos dados estatísticos.
A polêmica começou após uma entrevista de Moscovis ao programa “Amado Mundo”, na qual o ator rebateu uma fala anterior de Cazarré, feita em uma participação na GloboNews. Na ocasião, Cazarré afirmou que o número de mortes de homens seria maior do que o de feminicídios, uma afirmação que gerou repercussão e críticas nas redes sociais. Em resposta, Cazarré publicou um vídeo nas redes sociais, defendendo sua posição e apresentando suas estatísticas, o que motivou a reação de Abreu.
Durante sua manifestação, José de Abreu destacou que a comparação feita por Cazarré mistura números de naturezas diferentes, o que, na sua avaliação, constitui uma distorção grave. O ator afirmou que o colega de profissão teria juntado todas as mortes de homens — incluindo mortes por acidentes, ações policiais, latrocínios e outras causas — para fazer uma comparação com o número de feminicídios, que são casos específicos de homicídio de mulheres por razões de gênero. Segundo Abreu, essa abordagem é “um absurdo” e “completamente diferente” do que se deve considerar ao discutir feminicídio.
Abreu também reforçou que Cazarré possui capacidade e conhecimento para compreender o tema, sugerindo que a apresentação de dados incorretos pode ter sido resultado de um erro ou de uma distorção intencional. Ele afirmou que, pela origem e inteligência do colega, Cazarré não seria alguém ignorante, mas que, ao citar estatísticas de forma equivocada, teria sido infiel à verdade.
Além disso, o ator criticou a reação de Cazarré às declarações de Moscovis, na qual o ator elevou o tom nas redes sociais. Abreu condenou a postura do colega, afirmando que a agressividade desnecessária prejudica a convivência e o respeito entre os profissionais. Ele pediu mais moderação e menos agressividade, destacando que ambos são pessoas de boa índole, com relação cordial, inclusive citando o trabalho conjunto recente na novela “Volta por Cima”.
A troca de farpas entre os atores ganhou força após a entrevista de Moscovis, que rebateu a declaração de Cazarré, e após a resposta do ator nas redes sociais, na qual ele apresentou suas estatísticas. Abreu sugeriu que seria mais adequado que Cazarré reconhecesse um possível equívoco na utilização dos dados, apontando que “as estatísticas estão erradas” na sua avaliação.
Apesar das divergências, José de Abreu afirmou manter uma relação cordial com Cazarré, destacando a convivência profissional e o respeito mútuo. Ele concluiu ressaltando que ambos se dão bem no ambiente de trabalho, reforçando que a discussão se deu em um contexto de debate público, mas sem afetar a relação pessoal.












