A Globo anunciou oficialmente que a próxima novela das nove, prevista para estrear em janeiro de 2027, será uma continuação de “Avenida Brasil”. O sucesso da nova saga envolvendo personagens como Carminha, Nina e Tufão pode abrir precedentes para que a emissora explore a produção de sequências de outras novelas que marcaram época. Diversas obras do seu catálogo, consideradas icônicas, vêm sendo avaliadas por possíveis continuações, o que pode ampliar o universo de histórias já consolidado na teledramaturgia brasileira.
Entre as obras que poderiam ganhar uma continuação, destaca-se “A Viagem”, de 1994, que narra a trajetória de Diná, Otávio e Alexandre. A trama, que abordava temas de reencarnação e karma, poderia ter uma segunda parte mostrando o reencontro desses personagens em uma nova encarnação, com a possibilidade de explorar as consequências de suas vidas passadas. A proposta de uma continuação de “A Viagem” foi apresentada por Solange Castro Neves, colaboradora do remake de 2010, mas na época a Globo não demonstrou interesse. No entanto, diante do atual cenário de valorização de propriedades intelectuais que já possuem reconhecimento do público, uma produção nesse formato não é descartada.
Outra novela que poderia ser revisitadada é “Cheias de Charme”, de 2012, que retratou a história das Empreguetes, interpretadas por Taís Araújo, Leandra Leal e Isabelle Drummond. Desde o encerramento da trama, há rumores sobre um possível filme que abordasse o que aconteceu com o trio após o fim da história, embora essa ideia ainda não tenha se concretizado. Assim, uma nova produção televisiva poderia resgatar as personagens em uma narrativa inédita, potencialmente em uma nova novela, ampliando o universo criado na história original.
“Por Amor”, de 1997, também surge como candidata a uma continuação. Na época de sua exibição, a personagem Eduarda, interpretada por Gabriela Duarte, foi alvo de críticas por parte do público, que não compreendia suas ações. Com o passar do tempo, a percepção sobre a personagem mudou, permitindo uma leitura mais empática de suas atitudes. Uma possível sequência poderia explorar como Eduarda lidou ao criar o irmão como se fosse seu filho, além de aprofundar seu papel como madrasta dos filhos de Marcelo (Fabio Assunção) com Laura (Viviane Pasmanter). A narrativa também poderia retomar a premissa de sacrifício e amor de Eduarda, que, na visão de alguns, poderia ser retratada em uma nova fase da personagem, reforçando temas de família e dedicação.
O universo de “Pantanal”, de 1990, também é considerado uma fonte potencial para novas produções. A riqueza de sua ambientação e personagens, como Juma e Jove, permite explorar temas atuais, como a preservação ambiental e a demarcação de terras indígenas, em uma abordagem mais aprofundada. Uma continuação poderia dar continuidade às histórias familiares e ambientais, ampliando o impacto social e ecológico da narrativa original.
Por fim, “Alma Gêmea”, de 2005, é outra obra que poderia ganhar uma sequência. Assim como “A Viagem”, ela abordou temas de reencarnação e amor eterno, centrando-se na busca de Serena e Rafael por reencontrarem-se em uma nova vida. Uma continuação poderia aprofundar a saga dos protagonistas, explorando as consequências de suas escolhas e o legado de seus sentimentos, reforçando a temática de destino e amor além da morte.
Essas possibilidades ilustram o potencial de reviver e expandir histórias que marcaram a teledramaturgia brasileira, atendendo ao interesse do público por narrativas que combinam nostalgia e atualidade, além de reforçar a estratégia da Globo de valorizar seu catálogo de sucessos.












