A avó do goleiro Bruninho Samudio, Sônia Moura, manifestou-se nesta semana em defesa do neto, após o jovem de 16 anos ser punido pelo clube de futebol Botafogo por questões disciplinares. Ela também rebateu as críticas que têm sido feitas em relação ao garoto, especialmente as comparações com o pai, o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio em 2010. A situação gerou repercussão, principalmente após Bruninho ficar de fora das partidas contra Flamengo e Grêmio, devido a um suposto “desentendimento entre adultos e adolescente”.
Apesar de reconhecer a necessidade de punições para o comportamento do neto, Sônia Moura destacou o impacto emocional e social que as críticas têm causado ao jovem. Em entrevista ao jornal Extra, ela afirmou que o peso das acusações e comparações é excessivo para um adolescente na fase de crescimento. “O peso que colocam nas costas do Bruninho é tremendo. Impõem uma responsabilidade de algo que ele não teve nada a ver, sabe? Sobre a morte da mãe pelo pai”, declarou, referindo-se às circunstâncias difíceis que envolvem a história familiar do garoto.
A avó também ressaltou que, na sua visão, as ações de Bruninho não devem ser julgadas com base em suposições sobre a sua índole, especialmente considerando o contexto de sua vida. “Dizer que ele tem a índole do pai é muito cruel. Esquecem de tudo que esse menino passou na vida, nos treinos…”, desabafou. Segundo ela, a pressão social e midiática que recai sobre Bruninho é desproporcional, tendo em vista que muitos adolescentes de sua idade também cometem erros, mas não enfrentam tamanha repercussão ou julgamentos severos na internet.
Sônia Moura também enfatizou a importância do processo de formação de caráter e personalidade durante a adolescência. Segundo ela, as punições aplicadas ao neto pelo Botafogo fazem parte de um procedimento comum e necessário para o desenvolvimento saudável do jovem. “A gente sabe que o desenvolvimento de caráter e personalidade num adolescente de 16 anos se dá, justamente, na imposição de limites entre instituição e família, que estão em comum acordo. Os meninos estão em fase de amadurecimento e eles precisam, sim, ter limites. Se ele faz alguma coisa errada lá, ele é punido, entendeu?”, explicou.
Ela reforçou ainda que o clube e a família estão alinhados nesse processo de disciplina e que a fase de crescimento e amadurecimento de Bruninho deve ser compreendida por todos. “E nós estamos no comum acordo. O clube e eu. E o que tem que se entender também é que ele está numa fase de crescimento, de amadurecimento como qualquer adolescente na idade dele”, concluiu a avó, destacando a importância de separar as ações disciplinares das questões familiares e pessoais que envolvem o jovem atleta.












