A ex-participante do Big Brother Brasil, Marcela Mc Gowan, de 37 anos, declarou seu voto no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil e compartilhou sua trajetória de mudança de posicionamento político ao longo dos últimos anos. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, 9 de novembro, no Instagram, ela refletiu sobre sua evolução de opinião, ressaltando que sua postura atual é marcada por uma maior consciência sobre questões sociais e democráticas.
Mc Gowan relembrou episódios de seu passado, incluindo posts como “tchau, querida” e “Globo lixo”, que demonstravam uma postura mais alinhada a uma opinião favorável à oposição ao governo anterior. Ela explicou que, inicialmente, apoiava o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, uma posição que foi revista após sua experiência de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, essa vivência permitiu-lhe compreender realidades diferentes das que vivia em seu cotidiano de médica, com condições financeiras privilegiadas. Ela destacou que, ao atuar no SUS, passou a entender a importância de projetos sociais e a necessidade de ampliar seu senso crítico, deixando de repetir discursos influenciados por seu círculo social.
A mudança de postura também foi influenciada pelo crescimento do bolsonarismo, que, segundo ela, tornou inviável sustentar qualquer pensamento de direita de forma consistente. Mc Gowan afirmou que, até o surgimento de Jair Bolsonaro na política, as discussões de direita e esquerda giravam em torno de economia e gestão governamental, aspectos que ela considerava mais neutros. Com a ascensão do atual presidente, ela passou a enxergar elementos mais perigosos e indefensáveis no discurso de direita, especialmente no que diz respeito à sua postura antidemocrática.
A ex-BBB revelou que, ao tentar fundamentar suas opiniões, buscou argumentos sólidos, mas constatou que muitas informações recebidas eram mentirosas. Ela relatou que uma postagem de uma conhecida no Facebook, que afirmava que um embrião de oito semanas teria gritado durante um aborto, foi um dos fatores que a levou a questionar suas antigas convicções. Após desmentir a informação, ela foi rotulada de “petista, esquerdista, extremista”, o que reforçou sua percepção de que não poderia mais defender argumentos favoráveis ao governo de Bolsonaro.
Mc Gowan também destacou o desejo de promover debates políticos mais abertos e menos polarizados, defendendo a existência de alternativas além dos dois principais candidatos. Ela afirmou que a presença de medo e a possibilidade de retrocessos democráticos, como a tentativa de questionar a legitimidade das eleições e das urnas eletrônicas, são motivos suficientes para rejeitar candidaturas que ameaçam o regime democrático. Ela criticou duramente o discurso do atual presidente, que, segundo ela, já questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro e promoveu ações antidemocráticas, incluindo questionamentos judiciais e declarações que alimentam o clima de insegurança.
Por fim, Marcela Mc Gowan reforçou que não considera o governo Lula uma administração perfeita, mas destacou a importância de os eleitores refletirem, buscarem informações confiáveis e considerarem as consequências de suas escolhas. Ela concluiu pedindo que as pessoas se posicionem de forma consciente, especialmente aquelas que, como ela, já sentiram na pele os efeitos de uma polarização exacerbada, e que se informem mais antes de decidir seu voto.












