Mila Seidl, de 41 anos, compartilhou publicamente, por meio de suas redes sociais, o impacto emocional e físico de cuidar do marido, Lito Sousa, de 59 anos, que enfrenta uma doença rara, o mal de Creutzfeldt-Jakob. A mulher revelou que, ao longo do tempo, sua condição de saúde foi se deteriorando, principalmente devido ao estresse e à rotina exaustiva de cuidados, levando-a a um estado de esgotamento que afeta tanto seu bem-estar físico quanto emocional.
Segundo Mila, ela começou a apresentar sintomas de adoecimento, embora destaque que seu marido não sinta dor. Ela explicou que psicólogos a orientaram sobre a síndrome do cuidador, um quadro psicológico comum entre pessoas que dedicam grande parte de suas vidas ao cuidado de familiares com doenças graves. Essa condição pode levar a problemas de saúde, como insônia, desnutrição e agravamento do estado emocional, o que ela confirma estar vivenciando. A esposa de Lito afirmou que, apesar de sua fragilidade, ela sente que não tem mais o direito de adoecer ou até mesmo de morrer, devido às responsabilidades que assumiu com o filho, Malone, de sete anos, e com o próprio marido.
Mila também revelou que seu filho chegou a comentar que ela tinha “cara de doente”, o que demonstra o impacto visível do desgaste emocional na família. Ela, que sempre foi considerada vaidosa, atualmente não mantém mais seus cuidados de rotina, como pintar o cabelo ou fazer as unhas, atividades que deixou de realizar há cerca de dois meses. Sua magreza, que não é resultado de estresse, segundo ela, reflete a condição de cansaço e a negligência com sua própria saúde, pois não encontra prazer ou tempo para cuidar de si mesma. Apesar disso, ela se esforça para se arrumar e parecer bem ao lado do marido, especialmente em momentos em que o visita no hospital.
A situação de Lito agravou-se após a chegada de um medicamento experimental, autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permitiu a importação de um remédio em fase de testes para o tratamento do Creutzfeldt-Jakob. O medicamento foi liberado para uso compassivo, uma alternativa emergencial para casos em que não há tratamentos eficazes disponíveis. Lito tem passado a maior parte do tempo hospitalizado, sob o tratamento com esse remédio, que representa uma esperança para o quadro de uma doença que, até então, não possui cura conhecida.
Para lidar com o desgaste emocional e físico, Mila afirmou que tentará manter uma rotina de vida “normal” ao menos duas vezes por semana, dedicando-se a atividades como trabalhar, criar estratégias, desenvolver produtos e vender. Ela destacou a importância de manter sua atuação profissional para não decepcionar clientes e parceiros, além de rezar para que as coisas se estabilizem e fiquem mais tranquilas. Apesar das dificuldades, ela reforçou que sua prioridade é cuidar do marido e do filho, mesmo que isso signifique abrir mão de seus próprios cuidados e bem-estar.












