A atriz Bruna Marquezine revelou, durante participação no podcast “É noia minha?”, que já viveu momentos em que se sentiu “roubada” na vida de alguém com quem se relacionava, uma experiência que ela associa a fases pessoais de vulnerabilidade emocional. As declarações foram feitas em referência à segunda temporada da série “Amor da Minha Vida”, produzida pela Disney, na qual interpreta a personagem Bia. Marquezine afirmou que se identifica com aspectos da personagem, especialmente com a fase em que ela, assim como ela própria, passa por momentos de confusão e insegurança, sem a intenção de prejudicar terceiros. Segundo ela, a personagem Bia também está em uma fase de incerteza nesta nova temporada, o que reflete suas próprias experiências passadas.
A atriz comentou ainda sobre sua visão atual a respeito de sua vida afetiva, destacando uma mudança significativa na valorização da estabilidade emocional. Ela afirmou que, ao longo do tempo, passou a dar menos importância a gestos e provas de amor que antes considerava essenciais em um relacionamento, como demonstrações ostensivas de afeto ou declarações públicas. Para Marquezine, a maturidade trouxe uma compreensão de que esses gestos não são mais relevantes, preferindo agora uma relação baseada na estabilidade e na segurança emocional, aspectos que ela considera mais românticos e sexys atualmente.
No diálogo, Marquezine também abordou sua relação com o ciúme de ex-parceiros, brincando ao dizer que, diferente de outras pessoas, ela não consegue afirmar que nunca voltou para um ex. Essa postura reflete uma mudança de perspectiva sobre relacionamentos passados, que ela enxerga com mais naturalidade e menos julgamento.
Outro ponto importante da conversa foi a relação de Marquezine com sua carreira artística. A atriz, que iniciou sua trajetória aos cinco anos de idade, destacou que, pela primeira vez, consegue separar sua vida pessoal do trabalho. Ela explicou que, durante toda a sua trajetória, sua identidade esteve fortemente ligada à profissão, de modo que a ausência de trabalho era interpretada como uma ausência de si mesma. Atualmente, aos 31 anos, ela afirma que sua relação com o ofício evoluiu, e que o trabalho deixou de ser a única fonte de validação pessoal. Marquezine reforçou que, embora mantenha uma postura de estabilidade profissional, ainda busca formas de se desconectar do trabalho ao final do dia, reconhecendo a importância de sua vida fora das câmeras.
A atriz também refletiu sobre sua trajetória precoce na televisão, que começou com comerciais aos cinco anos, e sua rápida inserção na novela “Mulheres Apaixonadas”, aos sete anos. Ela destacou que, ao longo dos anos, passou a entender o ofício de atriz de forma mais consciente, percebendo que sua paixão pelo que faz é uma sorte, embora reconheça que muitos colegas de profissão enfrentam dificuldades e arrependimentos por expor suas vidas públicas de forma intensa. Marquezine afirmou que, atualmente, sente-se pertencente ao universo artístico, experimentando emoções como frio na barriga, desejo e paixão pela criação, mas também enfatizou que trabalha constantemente para se desligar dessa identidade, procurando equilibrar sua vida pessoal e profissional. Para ela, esse entendimento de que o trabalho não define quem ela é representa um avanço importante em sua maturidade artística e emocional.












