A morte do cantor Rick, integrante da dupla com Renner, em um acidente de helicóptero na Serra Catarinense, soma-se a uma série de episódios trágicos que marcaram a trajetória da música sertaneja. Ao longo das últimas décadas, diversos artistas do gênero perderam suas vidas em acidentes rodoviários, aéreos ou por problemas de saúde que abruptamente interromperam suas carreiras. Este artigo revisita alguns dos casos mais emblemáticos dessa triste lista.
Rick faleceu aos 59 anos em um acidente de helicóptero ocorrido na segunda-feira, dia 21 de novembro, quando a aeronave, que partia de Porto Belo com destino a São Joaquim, em Santa Catarina, perdeu contato. Os destroços foram encontrados na manhã seguinte pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, confirmando a tragédia que vitimou as cinco pessoas a bordo, incluindo o empresário Bruno Avelar e o videomaker Paulo Soares. Rick, conhecido por sua parceria com Renner, foi um dos nomes de destaque do sertanejo romântico, com uma carreira de mais de quatro décadas marcada por sucessos como “Ela É Demais”, “Nos Bares da Cidade”, “Filha” e “Cara de Pau”.
A cantora Marília Mendonça, considerada a “Rainha da Sofrência”, morreu aos 26 anos na queda de um avião em 5 de novembro de 2021. A aeronave caiu próximo a uma cachoeira na zona rural de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais, pouco após deixar Goiânia para uma apresentação na cidade. Além da artista, também perderam a vida o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Marília foi uma das artistas mais influentes do país, contribuindo para a ampliação do espaço feminino no sertanejo e deixando sucessos como “Infiel”, “Todo Mundo Vai Sofrer”, “Eu Sei de Cor” e “Supera”.
Gabriel Diniz, conhecido pelo hit “Jenifer”, morreu aos 28 anos em um acidente de avião em maio de 2019, em Sergipe. A aeronave caiu em uma região de mangue no povoado Porto do Mato, em Estância, enquanto o cantor viajava de Salvador para Maceió, com o objetivo de surpreender sua então namorada, Karoline Calheiros, que comemorava 25 anos. Gabriel, embora mais associado ao forró, também transitava pelo universo sertanejo e mantinha proximidade com artistas do gênero. Sua carreira estava em ascensão, e ele havia conquistado o público com sucessos como “Jenifer”, que dominou as paradas de verão de 2019.
Cristiano Araújo, um dos nomes mais populares do sertanejo na sua geração, morreu aos 29 anos após um acidente de carro em junho de 2015. O veículo em que ele viajava saiu da pista na BR-153, entre Goiatuba e Morrinhos, em Goiás, enquanto retornava de um show em Itumbiara. A namorada do artista, Allana Moraes, também morreu na ocasião, enquanto duas outras pessoas que estavam no carro sobreviveram. Cristiano tinha uma carreira consolidada, com sucessos como “Maus Bocados”, “Caso Indefinido”, “É com Ela que Eu Estou” e “Cê que Sabe”.
João Paulo, parceiro de Daniel, faleceu em setembro de 1997, em um acidente de carro na rodovia dos Bandeirantes, na Grande São Paulo. O veículo capotou e pegou fogo no km 40, enquanto o cantor retornava de uma apresentação em São Caetano do Sul. Um segurança que acompanhava João Paulo foi lançado para fora do automóvel e sobreviveu com ferimentos. A dupla João Paulo & Daniel foi uma das mais populares dos anos 1990, com sucessos como “Estou Apaixonado” e “Hoje Eu Sei”. Após a sua morte, Daniel seguiu carreira solo.
Aleksandro, integrante da dupla com Conrado, morreu aos 34 anos em maio de 2022, em um acidente de ônibus na rodovia Régis Bittencourt, na altura de Miracatu, interior de São Paulo. O veículo saiu da pista e tombou, resultando na morte de seis pessoas. Conrado, que também estava no ônibus, foi hospitalizado em estado grave, passou por cirurgias, mas sobreviveu. Aleksandro, cujo nome era Luiz Aleksandro Talhari Correia, integrava a dupla desde 2003, conhecida por sucessos como “Certos Detalhes”, “Tereré e Narguilé” e “Efeito Borboleta”.
Henrique, da dupla com Netto, morreu aos 22 anos após passar 22 dias internado, em março de 2020. O artista, cujo nome era Wesley Pereira da Silva, sofreu um grave acidente de carro em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo, ao bater na traseira de uma picape que pegou fogo. Apesar de retirado com vida, Henrique sofreu traumatismo craniano e faleceu na UTI. Na época, a dupla vivia um momento de ascensão, com a música “Forçar a Barra” acumulando quase 3 milhões de visualizações.
Matheus, da dupla com Zé Henrique, morreu atropelado aos 43 anos em março de 2023, na rodovia Dom Pedro I, em Valinhos, interior paulista. O cantor retornava de uma viagem ao Rio de Janeiro e havia parado para trocar a direção com um amigo quando foi atingido por um veículo. O sogro de Matheus também foi atingido e morreu posteriormente. A dupla vinha divulgando seu trabalho, com o primeiro DVD gravado em fevereiro daquele ano.
Juliano Cezar, conhecido como Cowboy Vagabundo, faleceu em dezembro de 2019, aos 58 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma apresentação em Uniflor, no Paraná. O artista, que tinha uma carreira de cerca de três décadas, foi o primeiro intérprete de “Não Aprendi Dizer Adeus” e compôs “Rumo a Goiânia”. Além da música, atuou como apresentador do programa “Arena Brasil”, da Rede Vida.
Maurílio, da dupla com Luiza, morreu aos 28 anos em dezembro de 2021, após ficar duas semanas internado em Goiânia. Ele sofreu paradas cardíacas e foi diagnosticado com tromboembolismo pulmonar, não resistindo ao agravamento do quadro clínico. Sua morte ocorreu menos de dois meses após o acidente aéreo que matou Marília Mendonça, amiga próxima de Luiza. Maurílio integrava a dupla desde 2017, tendo conquistado projeção nacional com músicas como “S de Saudade”, gravada em parceria com Zé Neto & Cristiano.












