Governador Fernando Pimentel se encontra com as apanhadoras de flores sempre-vivas, em Diamantina

Postado em 13/09/2018 9:38

 

Na terra de JK, Diamantina, Pimentel vai se encontrar com as apanhadoras de sempre viva, uma flor rara que só existe naquela região do cerrado mineiro.
Na oportunidade, Pimentel comemorou o Aniversário do inesquecível presidente nossa nova.

 

O governador e candidato à reeleição Fernando Pimentel se encontrou hoje, em Diamantina, com as apanhadoras de flores sempre-vivas, que vivem em comunidades rurais e mantêm a tradição do cultivo na Serra do Espinhaço, no território Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais.
As comunidades aguardam o resultado do programa de reconhecimento de Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (Sipam), concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que pode outorgar à região dos apanhadores de sempre-vivas o título de Patrimônio Agrícola Mundial.
Durante o encontro, Fernando Pimentel conversou com os representantes das comunidades sobre a importância das ações do governo para tirá-los da invisibilidade. “Os apanhadores de sempre-vivas têm o nosso apoio para que a candidatura deles a sistema agrícola patrimônio mundial, pela FAO avance com mais celeridade”, afirmou Pimentel. O governador se comprometeu a que o IEF, Instituto Estadual de Florestas, não publicará nenhuma portaria regulando coleta de sempre-vivas em parques sem dialogar com eles.

Na região vivem comunidades que, ao longo de séculos, realizam a coleta de flores sempre-vivas. O sistema agrícola tradicional dos apanhadores de sempre-vivas representa o modo de vida de cerca de 20 comunidades, entre quilombolas e descendentes de indígenas, que se estabeleceram há séculos na região. As sempre-vivas são espécies endêmicas e preservadas pelas comunidades, que se dedicam também ao artesanato.

Os apanhadores de sempre-vivas se intitulam guardiões da biodiversidade, tanto das sementes das flores como de outras plantas agrícolas tradicionais. Estudos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) identificaram mais de 90 tipos de flores sempre-vivas preservadas pelas apanhadoras. A contribuição está na técnica ancestral de fazer a coleta, na rotatividade no plantio das roças e o uso de sementes crioulas, cultivadas ao longo de gerações.
O programa de reconhecimento de Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (Sipam), identifica e reconhece sistemas de relevância sociocultural e agrícola por meio de um “selo”. O SIPAM tem como finalidade o reconhecimento de patrimônios agrícolas desenvolvidos por povos e comunidades tradicionais em diversas partes do mundo. São sistemas que atravessaram adversidades ao longo da história e, mesmo assim, foram capazes de manter suas tradições culturais, diversidade agrícola e cumprir uma função ecológica.

O Governo de Minas Gerais criou um grupo de apoio ao sistema agrícola tradicional dos apanhadores de sempre-vivas integrado pelas Secretarias de Estado de Desenvolvimento Agrário (SEDA), Educação (SEE), Direitos Humanos e Participação Social (SEDPAC), Emater/MG, Comissão Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) e Fóruns Regionais de Governo.

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