Representantes do setor discutem padronização do
transporte, ampliação da assistência técnica e incentivo à
certificação para fortalecer a atividade na região
A cadeia produtiva de peixes ornamentais da Zona da
Mata mineira avança em um processo de organização e
profissionalização, com foco na regularização das propriedades, no
fortalecimento da segurança sanitária e na ampliação da presença da
atividade no mercado nacional.
Após encontro realizado no Sindicato dos Produtores Rurais
de Muriaé, representantes de instituições, produtores e
entidades ligadas ao setor discutiram demandas e definiram
propostas para articulação junto ao Ministério da Pesca e
Aquicultura (MPA).
Participaram da reunião representantes do Sistema Faemg
Senar, técnicos do Programa de Assistência Técnica
e Gerencial (ATeG), sindicatos de produtores rurais,
piscicultores, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA),
Emater, Epamig, Embrapa e Sebrae/MG.
Segundo o gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos
Reis, a iniciativa também busca documentar a trajetória de
desenvolvimento da piscicultura ornamental na região.
Levantamento vai registrar trajetória da piscicultura
ornamental
O Sebrae/MG está realizando um levantamento para
reunir informações sobre a evolução da atividade na Zona da Mata,
identificando os fatores que contribuíram para a consolidação do
polo regional.
“Ele vai montar um dossiê, para mostrar o caso de sucesso do
polo de piscicultura ornamental da região da Zona da Mata, para
apresentar isso para outros estados e outras cadeias”,
explicou Marcos Reis.
O estudo pretende identificar como a piscicultura ornamental se
desenvolveu ao longo dos anos, quais instituições e profissionais
contribuíram para esse processo e como o polo alcançou sua
importância atual.
A proposta também busca apresentar a experiência regional como
referência para outras cadeias produtivas e estados
brasileiros.
Setor apresenta três demandas ao Ministério da Pesca e
Aquicultura
O documento encaminhado ao consultor técnico do Sebrae/MG, Felipe
Matias, reúne três demandas prioritárias para articulação junto ao
Ministério da Pesca e Aquicultura.
Padronização das Guias de Trânsito
Animal
A primeira proposta trata da padronização das informações
das Guias de Trânsito Animal (GTA) utilizadas no
transporte de peixes de corte e ornamentais.
A intenção é que os estados e o Distrito Federal adotem informações
padronizadas na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), incluindo
quantidade de peixes, espécies transportadas, origem, destino e
demais dados necessários à rastreabilidade.
Segundo o documento, a medida pode contribuir para aprimorar o
controle sanitário, a fiscalização e a segurança dos
integrantes da cadeia produtiva.
Ampliação da assistência técnica aos
piscicultores
A segunda demanda é a ampliação do Programa de
Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para os produtores
de peixes ornamentais.
O programa do Sistema Faemg Senar já contemplou 90
piscicultores na região, com resultados positivos,
especialmente nos processos de regularização ambiental e
sanitária.
Entre os benefícios proporcionados pela assistência técnica
estão:
Melhoria da gestão das propriedades rurais;
Adoção de boas práticas de produção;
Organização dos registros e aprimoramento da
rastreabilidade;
Adequação às exigências ambientais e
sanitárias;
Preparação dos produtores para processos de
certificação.
A ampliação do atendimento busca permitir que mais piscicultores tenham acesso à orientação técnica e gerencial necessária para profissionalizar suas atividades.
Incentivo à certificação das propriedades
A terceira proposta envolve o fomento à certificação das
pisciculturas ornamentais.
O documento solicita que o Ministério da Pesca e Aquicultura avalie
a possibilidade de destinar recursos para apoiar e ampliar as ações
de certificação na Zona da Mata.
A iniciativa também considera o potencial de expansão desse modelo
para outras regiões do país, contribuindo para o fortalecimento e a
profissionalização da atividade.
Integração entre instituições fortalece o
setor
Além das demandas técnicas e regulatórias, a mobilização busca
fortalecer a governança da cadeia produtiva e ampliar a integração
entre as instituições envolvidas.
Para Marcos Reis, a articulação conjunta permite
organizar melhor as iniciativas e direcionar os esforços para
objetivos comuns.
“A articulação entre as entidades, a integração de ações, a
formação de um calendário mais coletivo para que os esforços sejam
feitos em conjunto. Isso é um ganho também do processo”,
concluiu.
Com as propostas apresentadas, o setor busca avançar na regularização, na assistência técnica e na certificação das pisciculturas ornamentais, fortalecendo a organização da cadeia produtiva da Zona da Mata e criando condições para ampliar sua inserção no mercado nacional.












