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Finanças: NFLX34 é ação internacional para você investir hoje

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Todo mundo conhece. Quase todo mundo usa. Mas quase ninguém sabe que essa MEGA empresa de mídia começou como um serviço de locadora de DVDs pelo correio. 

A Netflix começou em 1997 com a venda de DVDs, além de oferecer o aluguel por meio do envio por correio. A companhia teve início com apenas 30 colaboradores e um catálogo de 925 filmes, praticamente todos os disponíveis naquela época.

Como muitas startups, a Netflix sofreu no começo da sua jornada para encontrar o modelo de negócio ideal. O serviço de subscrição mensal ilimitado foi introduzido em 1999. Era muito simples: você entrava no site, escolhia o filme e ele chegava na sua casa. Depois, era só postar de volta e pedir outro.

 DVD que a Netflix enviava aos seus usuários. Fonte: Peoria Journal Star

Bom para o consumidor, mas não tão bom para a empresa, que estava perdendo dinheiro com o serviço. Um pouco frustrados com a empreitada, os donos da companhia a ofereceram à Blockbuster por US$ 50 milhões, mas não houve interesse na oferta.

Talvez a Blockbuster se arrependa até hoje de não ter fechado o negócio. Naquele época, a empresa possuía cerca de 9.000 lojas e 84 mil colaboradores espalhados pelo mundo.

Contudo, o cenário mudou em meados de 2001, quando os DVDs players se tornaram mais acessíveis ao público. Naquele ano, eram vendidos a US$ 200 e eram o presente de Natal mais popular nos Estados Unidos.

Desse momento em diante, a Netflix passou a ganhar mercado até 2007, quando a companhia entregou seu bilionésimo DVD, mas acabou abandonando esse modelo de negócio ao longo dos anos seguintes, terminando a primeira fase de seu desenvolvimento e caminhando para a segunda etapa, onde se tornaria a Netflix que conhecemos hoje.

 Catálogo da Netflix em 2010. Fonte: Blog Orlando Barrozo

Nessa segunda etapa de seu desenvolvimento, a partir do seu serviço de streaming, a empresa deu seus primeiros passos com produções de terceiros, com um catálogo de grandes sucessos, e foi crescendo sua base de assinantes. 

Desenvolveram uma plataforma de distribuição global e escalável. Bastava cadastrar um usuário e assinar a contratação do serviço, que você teria acesso a filmes e séries do conforto do seu lar para ver quando você quiser. Sem ter que depender da programação de canais ou da necessidade de ter uma cópia física do filme que quer assistir. 

Talvez um desleixo das grandes empresas de mídia, mas elas terem cedido seus conteúdos à Netflix nesse momento, alimentou o que seria a maior competição que essas gigantes da mídia já tinham enfrentado. 

É muito comum empresas sentarem no conforto do modus operandi e não antever mudanças em suas indústrias.

Mas essa “dormida no ponto” das grandes produtoras de filmes e séries, deu à Netflix o tempo e a capacidade de angariar recursos para dar o próximo passo em sua trajetória — a empresa passou a ter suas produções originais, inaugurando a terceira etapa de sua construção. 

A guerra do streaming

“Fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me”.

O mercado de streaming começou a angariar milhões de novos usuários, com um crescimento no mundo todo. As grandes produtoras de filmes e séries começaram a enxergar a mudança que a indústria passava, e isso não poderia ser ignorado.

A Disney, Warner e Paramount “acordaram” para uma nova realidade. Filmes e séries são muito melhores quando o telespectador pode escolher a hora e o lugar para assistir. 

Essa era uma pizza que elas também queriam uma fatia. Com isso, começaram a desenvolver suas próprias plataformas de streaming na busca de retomar suas posições de liderança que haviam sido comprometidas pela ascensão meteórica da Netflix. 

Passaram a restringir os seus conteúdos na Netflix e a tentar angariar assinantes para suas próprias plataformas. 

 Pôster de One Piece, uma produção da Netflix. Fonte: TechTudo

Mas já era tarde. A Netflix era grande o suficiente para verticalizar os seus conteúdos. Além de terceirizar conteúdos, a empresa passou a ter suas produções originais, com sucessos absolutos no mundo inteiro. 

Conteúdos que abrangem todos os gêneros de cinema e são variados para diversos públicos e países. Produções norte-americanas, europeias e até mesmo asiáticas. 

O desafio da Netflix era conseguir criar conteúdos de qualidade e originais, enquanto as grandes empresas tentavam convencer o consumidor de que suas plataformas de streaming eram tão boas quanto a Netflix. Uma tarefa que não conseguiram lograr. 

A Netflix já havia se tornado a plataforma que todos assinam primeiro e a última a ser cancelada. 

 Cancelamentos de streaming. Fonte: Bloomberg

Enquanto os demais streamings estão próximos no quesito cancelamento, a Netflix está praticamente com os cancelamentos em zero. Isso mostra a resiliência que a empresa possui junto a uma altíssima fidelização de seus clientes. Esse é o famoso “churn”. Nessa indústria, o da Netflix é, de longe, o mais baixo. 

A estratégia de bater de frente com a Netflix deu errado. Seus competidores já jogaram a toalha nessa briga. Atualmente, quase todos os seus competidores  voltaram a distribuir seus conteúdos na plataforma da Netflix. 

A guerra dos streamings continua, mas sabemos quem é o rei. Finalizando assim, a terceira etapa.

A segunda guerra do streaming: transmissões esportivas

Se na primeira guerra, o campo de batalha foi composto por produções originais de filmes e séries. A segunda guerra vai mexer diretamente nas paixões do usuário. A batalha será travada pela briga por transmissões ao vivo dos esportes. 

Os jornais são, hoje, digitais. Filmes e séries eu assisto em casa, com raríssimas idas ao saudoso cinema. Pessoalmente, nada além de esportes me prende mais à televisão a cabo. Mesmo os esportes, hoje em dia, temos uma grande quantidade deles sendo transmitidos em canais de plataformas de streaming. 

A Champions League, que teremos a final neste sábado, 1º de junho, será transmitida pela Max (antiga HBO). 

Além disso, temos jogos da melhor competição de futebol do mundo, a Conmebol Libertadores (change my mind), na Paramount. Para os entusiastas do basquete, a Amazon e a Apple já se destacam.

 Netflix anuncia jogos da NFL para o Natal. Fonte: Netflix

A Netflix, assim como outras plataformas, está se preparando para entrar com força nesse mercado de esportes ao vivo. 

No começo do ano, a Netflix transmitiu uma partida de tênis entre Rafael Nadal e Carlos Alcaraz. A escolha por essa transmissão não foi “à toa”. 

O Nadal, ídolo máximo, representa a “velha” guarda do tênis. Dos tempos de Federer, Nadal e Djokovic (ídolo máximo também viu) monopolizando os títulos de Grand Slams. Mas o Alcaraz é o símbolo da mudança. A nova geração que vem para o futuro. 

Essa mudança de tempos no tênis foi a escolha perfeita para simbolizar a entrada da Netflix no mercado de transmissões esportivas. É o streaming tomando a frente da “velha” TV a cabo. 

Em maio deste ano, a Netflix anunciou que neste Natal irá transmitir duas partidas da NFL, o principal campeonato de futebol americano. Também anunciaram uma parceria com a RAW, empresa que organiza os principais eventos da WWE — aquele teatrinho de luta.

Isso é apenas o começo. 

Apesar de ser a mais dominante que seja no setor, a empresa ainda tem um número relativamente baixo de assinantes. Hoje, a Netflix conta com pouco mais de 270 milhões de assinantes. 

 Número de assinantes da Netflix desde 2013. Fonte: Statista

Para atingir um mercado endereçável ainda maior, a Netflix recentemente adicionou planos mais baratos com propagandas. Diante dessa adição, a empresa voltou a acelerar o crescimento de novos assinantes. 

No 1T24, a Netflix teve um crescimento de +16% no número de assinantes na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O exercício mental de imaginar o quanto esse número ainda pode crescer caso a Netflix consiga atrair a transmissão dos principais eventos esportivos do mundo é bastante animador. 

Netflix Gaming: uma nova avenida de crescimento

Para além dos esportes, outra avenida de crescimento da Netflix para os próximos anos é o segmento de jogos (videogame mesmo). Por mais que ainda seja muito pequeno dentro da empresa, o mercado de videogames é maior do que os mercados de música e de cinema juntos (e com maior crescimento). 

A companhia, tendo uma base de clientes bem estabelecida, poderá complementar as assinaturas, adicionando mais opções de entretenimento aos seus assinantes. 

 Netflix Gaming. Fonte: Netflix

NFLX34: ação internacional recomendadas pela Nord Research

Mesmo com essas avenidas de crescimento pela frente, a empresa já apresenta resultados bastante sólidos. É uma empresa que gera caixa e que continua crescendo suas receitas trimestre após trimestre. 

Atualmente, as ações da Netflix negociam a quase 44x lucro. Mas, diante do forte crescimento que ela deve entregar nos seus lucros em 2024, e ao longo dos próximos anos, em 2026, o mercado espera que ele esteja negociando a 24x. 

Ainda são múltiplos altos, mas considerando as avenidas de crescimento que a empresa tem a explorar para conseguir atrair novos públicos e a excelente execução que ela apresentou nos últimos anos, achamos que vale a pena tê-la na carteira. 

Postado originalmente por: Nord Research

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