Em meio a todo esse drama que vivemos por causa da pandemia, uma
data marcante para boa parte da população já está próxima, mas em
um contexto muito diferente do que imaginávamos. Faltam duas
semanas para a Semana Santa. Este ano, a Paixão de Cristo será
lembrada também como a paixão de milhares de pessoas ao redor do
mundo, principalmente daqueles que morreram.
Nesses tempos de entrega à internet, não faltarão analogias e
teorias associando a pandemia ao martírio de Jesus. Algumas, claro,
ponderadas e lógicas, promovendo a reflexão verdadeira. Aliás, pelo
que entendo, esse é propósito primeiro da Semana Santa, a reflexão
(aproveitar o feriado para viajar ou descansar foi uma invenção
nossa). E não nos faltam elementos para essa reflexão.
Mas é bom ficar atendo e praticar um pouco da velha e boa
capacidade de senso crítico. Surgirão falsos profetas com uma
capacidade absurda de argumentação sobre os fatos e, muitos deles,
estarão de olho na sua boa fé. E se a Páscoa nos apresenta a
ressurreição, que possamos nascer novamente aprendendo com tudo o
que está acontecendo.
A Semana Santa que se aproxima

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