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Rascunhos da Vida

Rascunhos da Vida: Um dia eu te pego.

Postado em 17/12/2020 6:00

Em muitas situações da vida nos desesperamos, noutras temos demasiada confiança. Em momentos de raiva pensamos ou falamos o que não devíamos, e em outros nós nos omitimos, mas podemos guardar esses sentimentos por longos anos. Sentimentos existem, mas o que fazemos deles geram consequências.

Lucas 11.37-39

Retirado do Site: https://www.freeimages.com/pt/photo/dog-eat-dog-2-2-1245209

Minha infância foi cercada de apelidos, o vulgo era o nome comum da grande maioria das crianças do meu tempo. Meu primo era “Patão”, o outro “Manquinho”, “Vesgo”, “Pinóquio”, “Torresmo”, “Lumbriga” (com “u” mesmo), tinha um que era “mocinha”. O meu era diversificado: Gordo, Baleia, Elefante, Rolha de Poço, Capado, Redondo, Círculo, Montanha, e muitos outros que não me vem à memória. Só tinha um tipo de reação diante a implicância: Ignorar ou Reagir. Quem reagia o apelido pegava, quem ignorava ganhava muitos outros, para ver se algum grudava de verdade.

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Mas num destes dias eu fiquei revoltado. Fui chamado de “namorado da Danoninho”, só porque naquela semana eu estava indo estudar com ela para as provas nas quais ela estava tendo dificuldade. Jurei pegar aquele menino. Lembro-me da minha fala: “Um dia eu te pego”. Planejei bem o fato. Arrumei uma “linha de anzol” a passei de um lado para o outro no beco da grota da bica umas cinco vezes, de forma a fazer com que ela ficasse bem firme. Há uns dois metros da linha eu coloquei um galho de árvore, o menino teria que pular o galho e depois tropeçaria na linha de nylon.

Fui para a casa da menina, na volta, ele me chamou de novo de “namorado da Danoninho”, corri atrás dele e ele foi para o local planejado. Pulou o galho de árvore, e tropeçou na linha de nylon. O tombo foi certo, ele saiu “capotando” até chegar lá em baixo perto da água da mina. Quando eu cheguei para bater nele fiquei com pena. Peguei ele pela mão, apoiei no meu ombro e ajudei-o a chegar à sua casa. Meu coração encheu de dor, remorso e arrependimento. Não queria que ele machucasse, só não queria ser “namorado da Danoninho”. Depois disso não fiquei mais bravo com ninguém que me apelidasse de qualquer coisa. Preferia ignorar e seguir a minha caminhada de vida, optando por fazer o bem sempre que possível.

Quando Jesus repreende os fariseus Ele o faz, pois conhecia o coração deles. Ele sabia de suas atitudes, e visualizava as verdades que poderiam ser apresentadas por meio delas. Muitas pessoas mascaram seus sentimentos e ações, a fim de fazer com que os que o cercam acreditem serem elas outras pessoas. No entanto o que deveríamos fazer é reconhecer nossas atitudes, nos arrepender dos atos de maldade ou o de planejar o mal e assim mudarmos nossos sentimentos.

Jesus não estava repreendendo o zelo pela higienização, mas estava exortando a vida de aparências. Para o Mestre Divino o importante não é o exterior, mas o interior. Quando vejo o ensino de Cristo sobre andarmos conforme nossas palavras, eu me lembro de que a Vó Gorducha sempre dizia ao ver alguém que não agia da forma como aconselhava as pessoas. Segundo ela “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”, ou seja, o externo é incompatível com as atitudes do coração. Pense nisso, e procure ser externamente o reflexo do seu interior.

Um grande e forte abraço!
Nos eternos laços do amor de Cristo.

Rodrigo Fonseca Andrade
Um servo que reflete sobre seu interior para que ele se torne um reflexo no exterior.

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Autor do blog: Rodrigo Andrade

Rodrigo Fonseca Andrade é um microempreendedor, teólogo e professor de línguas clássicas (Grego Koinê e Hebraico Massorético). Casado com Sílvia e pai de João Victor e Isabelle. Com formação em Tecnologia, Meio Ambiente e Teologia. Tem como objetivo principal tornar o conhecimento teológico simples e abrangente. Sendo assim demonstra através de fatos da vida como Deus é soberano e dirige nossa história pessoal. Neste blog você lerá, lembrará e se identificará com muitos dos fatos bíblicos exemplificados de forma simples e objetiva.

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