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Rascunhos da Vida

Rascunhos da Vida: Saudade…

Postado em 02/08/2020 6:00

 

“Saudade palavra triste quando se perde um grande amor” assim diz o poeta e compositor Herminio Gimenez, numa canção que foi eternizada pela voz da Roberta Miranda.

II Crônicas 21 em especial o verso final

Foto de arquivo pessoal.

Alguém já disse que a palavra saudade só existe na língua portuguesa. Mas isso é um mito. Todas as línguas de origem românica (derivadas do latim) possuem essa palavra. Mas os portugueses a tornaram um substantivo abstrato, na verdade tão abstrato que outras línguas têm dificuldade de traduzi-lo. A originalidade portuguesa está na ampliação do sentimento da palavra. Fazendo com que o vocábulo externe situações ocasionadas pela falta de uma pessoa amada, pela distância do lar ditoso.

Saudade é um sentimento de distanciamento e ao mesmo tempo um sentimento prazeroso. Quando falamos “aí que saudade da minha infância”, ou “que saudades da comida da vovó”, entre outras expressões já notou que sempre elas nos dão uma sensação de prazer? Sentimos o gostinho da comida da mamãe, da vovó, da esposa ou esposo. As Vezes entimos o ralar dos joelhos no chão, a sensação de lama nas costas, o frio das gotas de chuva durante um abraço apertado ou um beijo “caliente” na pessoa amada. Quem sabe sentimos o abraço de quem nos ama, as palavras de conforto e encorajamento. Até mesmo rimos das expressões engraçadas e das bobagens que já fizemos ou presenciamos.

Ontem o Deco expressou a saudade que está de nos encontrarmos. Mesmo que seja curto o tempo de encontro, sempre nos encontramos o fazemos com alegria, riso, e abraços. Quem nós amamos sempre desejamos por perto, o que nos é agradável não queremos distanciamento. Quem nos foi exemplo está sempre em nossa memória. Mas aqueles que nos prejudicaram queremos distância e afastamento. Aqueles que nos feriram e já partiram desta terra não os queremos na memória.

Pobre Jeroão, partiu sem deixar saudades, não pode nem ser enterrado junto aos sepulcros dos reis em Jerusalém. Aquilo que ele plantou também semeou nesta terra. O desprezo por quem ele era foi caracterizado por seus atos de injustiça e maldade. Enquanto outros reis foram velados com lágrimas de gratidão, com festa por seu legado, este fora abandonado por estar fora dos padrões de Deus. Por portar-se indignamente, por sua crueldade, maldade e barbaridade.

Já pensou sobre a saudade que você deixará nesta terra quando partir? Os bens que deixarás para os herdeiros substituirão as lembranças agradáveis nos lábios e no coração? Ou apenas serão motivos de brigas, de desperdício de bens, de desprezo pelo que você conquistou neste mundo?

O que de melhor deixamos nesta terra é a lembrança de um legado de vida. Uma vida exemplar que cuida e que zela. Que ama, e que deixa saudades. Pense nisso, e esforce-se para ser guardado na memória por ser um servo fiel a Deus que demonstra o amor e semeia a justiça.

Um grande e forte abraço!
Nos eternos e fraternos laços do amor de Cristo.

Rodrigo Fonseca Andrade
Um servo que sente saudades e espera deixar saudades antes da volta de Cristo.

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Autor do blog: Rodrigo Fonseca Andrade

Rodrigo Fonseca Andrade é um microempreendedor, teólogo e professor de línguas clássicas (Grego Koinê e Hebraico Massorético). Casado com Sílvia e pai de João Victor e Isabelle. Com formação em Tecnologia, Meio Ambiente e Teologia. Tem como objetivo principal tornar o conhecimento teológico simples e abrangente. Sendo assim demonstra através de fatos da vida como Deus é soberano e dirige nossa história pessoal. Neste blog você lerá, lembrará e se identificará com muitos dos fatos bíblicos exemplificados de forma simples e objetiva.

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