Rascunhos da Vida: Não era para pagar o pedágio... - Portal MPA

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Rascunhos da Vida: Não era para pagar o pedágio…

Postado em 20/03/2022 6:00

Uma grande maioria das pessoas tem vontade de viajar, conhecer novos lugares, aprender com outras culturas, experimentar novos sabores.

Provérbios 17.24,25

Retirado do site: https://www.pexels.com/pt-br/foto/monitor-gps-preto-ligado-244822/

Alguns anos atrás nós planejamos passar um período de férias em Olímpia, no estado de São Paulo. Mais precisamente no Parque temático “Thermas dos Laranjais”. Planejamos o pagamento, separamos o período em que há menor movimento em nossa loja, a fim de nos ausentar e não ter problema algum. Essa prática é muito comum em nossa família, até porque nossa empresa é pequena e temos dificuldade de sair em períodos de grande agitação.

Um dia antes da viajem Sílvia já havia preparado todas as malas, havíamos comprado um suprimento quase infinito de “chips” para a viagem, separamos água, e outras coisas para levar na viagem. Entramos no carro, oramos pedindo a Deus a proteção na viagem. Então programei o GPS para “Thermas dos Laranjais” uma cidade desconhecida, um local onde eu nunca havia ido. Seguimos em frente, conforme as orientações da maquinha.

Passamos por inúmeras cidades, várias estradas, e pagamos vários pedágios, ao todo oito. Alguns destes pedágios tinham o preço superior a doze reais. Dê repente, o GPS avisou que faltavam alguns quilômetros para nosso destino. Ficamos muito, muito felizes. Ouvimos então “você chegou ao seu destino”. Um local cheio de casas, e nenhum sinal de água. Estávamos no local errado. Tive que reprogramar o GPS, desta vez para Olímpia. Andamos mais de duas horas para chegar ao destino. No retorno, voltamos por outro caminho muito mais rápido. E desta vez paguei apenas um pedágio na MG-050.

“Os olhos do insensato estão nas extremidades da terra”, é assim de Salomão descreve quem não observa os detalhes, nem age com sabedoria e prudência. É uma pessoa que deseja algo distante, e se esquece dos aspectos importantes que estão bem próximos a nós e nos fazem alcançar os objetivos. O insensato planeja conquistar o mundo, mas não se atém aos detalhes para que isso seja concretizado a contento. Quer ser médico, mas não estuda. Deseja um bom emprego, mas não se capacita. Almeja um comércio bem sucedido, no entanto não atende bem o seu cliente.

Eu cheguei ao meu destino, mas passei por um trajeto que não desejava, paguei pedágios não planejados, tudo porque não atentei ao detalhe da não existência daquela cidade programada no GPS. Olhar ao longe, sem se importar em como chegar lá é um grande erro. O nosso alvo é o céu. Não podemos fazer nada para conquistar o acesso a ele, mas em Cristo temos esse livre acesso. Não por nosso merecimento, mas pelos merecimentos de Cristo na cruz. Mas enquanto nesta terra precisamos agir bem, e caminhar focado em realizar os propósitos de Deus para nossa vida. Pense nisso, alcançar o alvo é possível, mas para isso os detalhes são importantes. Se o olhar do insensato está nas extremidades, onde deve estar o nosso?

Um grande e forte abraço!
Nos eternos laços do amor de Cristo.

Rodrigo Fonseca Andrade
Um servo que está aprendendo a focar na proximidade para alcançar a extremidade.