Rascunhos da Vida

Rascunhos da Vida: Lembre-se do Autor, e não dos intérpretes.

Postado em 06/11/2019 6:00

Um verbo de ligação, ou uma palavra pode fazer você ficar com a mente confusa ao ler um texto, ou pode despertar seu interesse em desvendar os mistérios contidos nele. Um dia um “e” quase me surtou.

Gênesis 5.21-24

Há alguns meses a excelente mensagem do Reverendo José Roberto (Igreja Presbiteriana do Brasil em Divinópolis) me trouxe a memória o dia em que um “e” tirou minha paz.

Sempre gostei de ler o que grandes teólogos falaram e escreveram (pois alguns tiveram suas publicações pós morte, e não foram psicografadas). Há alguns anos, precisamente dez anos, eu lia minha bíblia no texto da mensagem do Pastor José Roberto, quando li: “Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos”. Estava acostumado a recitar de cor: “E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Metusalém, trezentos anos”.

Foto de Arquivo pessoal

Naquele momento minha mente “bugou”, “surtou”, “agitou”, quase explodiu. Fiquei o dia incomodado, pois na primeira tradução entendi que Enoque sempre andou com Deus. Na segunda entendo que ele andou com Deus depois do nascimento do seu primogênito.

Procurei nos grandes mestres do passado e do presente e não vi ninguém se importando com um “e”. Não sou nenhum Mestre, mas resolvi ler as escrituras para achar a resposta ao danado do “e” que me tirou a paz.

Li as traduções em português: King James Atualizada, Almeida Atualizada, uma Almeida de 1848, a NVI, Almeida Revista e Corrigida, Almeida Contemporânea, Almeida Fiel, Almeida Revista e Corrigida segundo os melhores texto em grego e hebraico, Almeida Revista e Atualizada.
Li em inglês King James Version, Wenster’s Bible. Em espanhol a Reina Valera (1909), as Sagradas Escrituras (1569). Li em hebraico o texto da Aleppo Codex e até a Vulgata Clementina em latim.

Em todas as traduções, exceto a Revista e Atualizada, e a Vulgata Clementina, prevaleceu o texto que eu tinha gravado na memória. Isso aquietou minha alma, e trouxe paz ao meu espírito (sou tricotomista, mas esse é um outro assunto).

Pra mim, segundo esse texto é possível andar com Deus mesmo tendo vivido um “tempão” distante Dele. Enoque viveu sessenta e cinco anos sem andar com Deus, aí nasceu um menino e foi um marco na sua vida, ao ponto de desejar andar com o Pai até que Este o tomou para Si.

Outro cara que foi levado para os céus sem experimentar a morte foi Elias, um covarde “fujão” da ira de uma mulher (que devia ser paraibana). Isso me leva a pensar que os critérios de Deus para que possamos agradá-lo são diferentes dos nossos.

Mas para agradar a Deus é preciso ter fé (Hebreus 11.6) e para ser salvo e ter os pecados perdoados é preciso um marco. É preciso crer em Cristo como aquele que pode nos perdoar os pecados por seu sangue e deixar que ele “nasça”, “cresça” e “viva” em nosso coração.

A dez anos decidi não me preocupar com os grandes mestres do passado e sim me debruçar sobre as Sagradas Letras.

Pense nisso e recorra a Bíblia para solucionar suas dúvidas.

Fraternalmente, nos eternos laços do amor de Cristo.

Rodrigo Fonseca Andrade
Um servo que não se incomoda mais com o “e”.

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Autor do blog: Rodrigo Fonseca Andrade

Rodrigo Fonseca Andrade é um microempreendedor, teólogo e professor de línguas clássicas (Grego Koinê e Hebraico Massorético). Casado com Sílvia e pai de João Victor e Isabelle. Com formação em Tecnologia, Meio Ambiente e Teologia. Tem como objetivo principal tornar o conhecimento teológico simples e abrangente. Sendo assim demonstra através de fatos da vida como Deus é soberano e dirige nossa história pessoal. Neste blog você lerá, lembrará e se identificará com muitos dos fatos bíblicos exemplificados de forma simples e objetiva.

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