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Finanças: Fundos de debêntures incentivadas caem forte

Postado em 29/10/2019 13:00

Alguns fundos de debêntures incentivadas mostraram quedas fortes nas suas cotas desde julho de 2019.

Alguns fundos de debêntures incentivadas mostraram quedas fortes nas suas cotas desde julho de 2019.

Esses fundos tiveram excelente performance nos meses anteriores. Por consequência, atraíram milhões e milhões em recursos vindos de investidores que procuravam ganhar mais com renda fixa, uma vez que a Selic não parava de cair.

Os fundos de debêntures incentivadas investem em títulos de empresas isentos de imposto de renda. E, por conta dessa isenção, que acaba aumentando bastante a rentabilidade líquida, eles rapidamente se tornaram os queridinhos do mercado.

Mas nem todo mundo caiu no conto da rentabilidade alta…

Os analistas da Nord, Renato Breia e Luiz Felippo, que assinam o relatório Nord Fundos, publicaram no dia 23/07/19 um relatório brilhante para seus assinantes alertando sobre os sérios riscos dos fundos de debêntures incentivadas.

O momento foi perfeito! De lá para cá, olha o que aconteceu com alguns dos principais fundos dessa indústria:

Esses fundos vieram performando acima do CDI desde o início de 2019, por conta do fechamento dos spreads de crédito.

O spread de crédito é a diferença entre a taxa que a empresa paga para emitir e a taxa que o governo paga para um papel de mesma duração. Ou seja, quanto a empresa paga acima do governo.

Os spreads de crédito geralmente caem quando a empresa melhora suas finanças, aumenta seus lucros, e se torna menos arriscada. Nesses casos, o mercado exige um prêmio menor para financiar algum projeto dela.

Com o efeito de marcação a mercado, a queda nas taxas faz o preço dos títulos subir, aumentando o retorno dos investidores.

Mas não foi isso que aconteceu ultimamente, como contam Luiz e Breia no relatório.

O fechamento dos spreads aconteceu de forma artificial, por conta da enorme demanda em torno desse novo produto.

No gráfico abaixo, é possível ver o crescimento vertiginoso dos investimentos em fundos de debêntures incentivadas.

Fonte: Nord Research

De 2018 para 2019, esse volume mais que quadruplicou!

A busca por taxas mais altas em um cenário de Selic caindo logo tornou este um "produto da moda".

Vários fundos foram lançados no final de 2018 e início de 2019 com esse propósito, como mostra esse outro gráfico também retirado do relatório:

Fonte: Nord Research

Essa dinâmica de aumento rápido de novos entrantes fez com que o setor se tornasse uma grande pirâmide.

Os novos recursos encontraram um número restrito de novas emissões, mas eram forçados a investir, pois não podiam manter o dinheiro novo do investidor em caixa, em uma Selic cadente.

Com isso, as novas emissões saíam com muita demanda e taxas baixíssimas, que muitas vezes não compensavam os projetos super arriscados de infraestrutura para o qual os recursos se destinavam.

O grande problema das pirâmides é quando a roda para de girar!

E nós, analistas, nunca sabemos quando exatamente isso vai acontecer. Por isso que, na dúvida, apenas recomendamos ficar fora desse investimento, como foi brilhantemente recomendado no relatório do Nord Fundos.

Essa mesma dinâmica que acontece com fundos de debêntures incentivadas, está acontecendo com créditos privados. Emissões de debêntures, CRIs, CRAs, estão também saindo com taxas fechadíssimas.

Eu também venho alertando isso no Renda Fixa PRO. Todos devemos tomar muito cuidado no que investimos nessa busca insana por títulos que pegam um pouquinho a mais de juros!

Lições para a vida

E aqui eu deixo a principal lição que todo investidor deve tirar com esse caso:

Antes de investir em produtos da moda, que parecem ser muito melhores do que outros, procure entender melhor o motivo pelo qual esses produtos rendem mais.

Se eles rendem mais porque se toma mais risco, esteja preparado para ver o seu retorno virar prejuízo.

Se ele rende mais porque a demanda por esse produto está maior, pense que a demanda não estará maior para sempre, e essa reversão pode ter consequências.

Se você ainda não consegue prever esses movimentos, ou entender o que está por trás de um novo produto, não deixe de pedir ajuda para analistas experientes.

Os assinantes do Nord Fundos não caíram nessa armadilha! E aprenderam uma lição que vão levar para sempre, sem ter tido nenhum prejuízo.

Os relatórios não servem apenas para recomendar. Eles não contém apenas carteiras a serem seguidas. Eles servem também para informar, ensinar e acompanhar os seus investimentos.

E é isso que a Nord Research pretende ser! Não a maior casa de research, mas a casa com as melhores recomendações de investimento. Seja nos juros, nas ações, nas small caps, ou nos fundos.

Aqui você irá aprender sobre cada ativo; entender quais deles têm o maior potencial para o futuro (independentemente da performance passada); em qual você deve investir e por que; e um acompanhamento contínuo dessas recomendações.

Se no final dessa jornada você não sair um investidor mais consciente, então nós teremos falhado no nosso propósito!

Não posso deixar de cumprimentar publicamente meus sócios Renato Breia e Luiz Felippo pelo trabalho excepcional que fizeram! Tenho muito orgulho desse time, e sempre falo isso aqui.

Um abraço,

Marilia Fontes

Postado originalmente por: Nord Research

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