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Finanças: Chegamos ao fundo do poço?

Postado em 25/03/2020 13:00

Esta é a maior oportunidade para comprar ações desde a crise de 2008.

Tome conta do seu maior patrimônio

Cuide muito bem da sua família.

Fique em casa; siga as orientações dos médicos e especialistas.

Cuide, especialmente, dos mais idosos.

Com seu maior patrimônio protegido, vamos tutelar o seu futuro financeiro.

Chegamos no fundo do poço?

Difícil dizer. É sempre difícil dizer.

Uma coisa é certa: na maioria das crises, a bolsa tende a cair ao redor de -50 por cento das máximas.

Olhando as 3 maiores crises que tivemos nos últimos anos, esta foi, aproximadamente, a retração do índice Bovespa em todas elas:

IBOV: Fonte: Bloomberg.

Faz sentido?

Em crises tão diferentes quanto as três acima, faz algum sentido que o nosso mercado caia, mais ou menos, a mesma coisa?

Olhando os dados históricos, nos perguntamos: "por que a bolsa sempre cai -50 por cento?".

Vamos dar um passo atrás.

Temos sempre duas grandes forças atuando nas crises:

Em todas as crises que vimos acima, os fundamentos mudaram.

A maior crise da história mundial

Em 2008, as perspectivas para a economia americana eram as piores possíveis.

O Banco Central americano e outros BCs globais tiveram que inventar novas formas de atuar no sistema financeiro para evitar o pior.

Os BCs e os governos precisaram injetar dinheiro nos bancos —  tanto os quebrados como os saudáveis — para evitar a disseminação do pânico e a falência de todo o mercado de crédito.

Corríamos o risco de quebra em massa de bancos e paralisação do sistema financeiro.

As economias centrais entraram em recessão.

Ibovespa durante a crise do subprime (2007-2010). Fonte: Bloomberg.

Aqui no Brasil, seguimos o movimento global e o Ibovespa caiu -60 por cento até os 29 mil pontos.

A imprensa dos EUA traçava um futuro aterrorizante para o país. Com desemprego em massa, pobreza generalizada e anos e anos de recessão.

Grande parte dos norte-americanos imaginava a volta de um período como a Grande Recessão de 1929.

Investidores em Ações, neste período, eram tratados como loucos.

A maior crise da história do Brasil

Os grandes ciclos econômicos brasileiros são causados por nossa política econômica.

O governo faz reformas e o Brasil dispara.

Com céu azul na economia, o governo gasta demais, e gasta mal – a dívida pública dispara e a economia entra em crise.

O Brasil "quebra" (deixa de pagar sua dívida externa) ou passa perto de fazê-lo, volta a reformar a economia e reduzir gastos — e o ciclo se repete.

No governo Dilma, tivemos novamente a dinâmica acima.

Ibovespa entre 2010 e 2020. Fonte: Bloomberg.

Foi absolutamente desesperador.

Dos +7,5 por cento de crescimento em 2010, nossa economia foi desacelerando rapidamente.

Até que, em 2015 e 2016 tivemos nosso PIB despencando -3,5 por cento ao ano.

CDI a 14,25 por cento ao ano, economia em frangalhos, ambiente político devastado, gastos públicos descontrolados, …

O Ibovespa lutou bravamente por 5 anos e caiu um total de -48 por cento entre 2010 e o início de 2016.

Investidores em Ações, neste período, eram tratados como loucos.

O Brasil iria quebrar. O Brasil estava em um buraco COM alçapão.

Eu passava dias e noites lendo e assistindo a analistas políticos com as últimas de Brasília na esperança de que mudássemos nosso destino.

Foi absolutamente desesperador.

O resto é história

Olhando para trás, tudo parece óbvio.

Mas aqueles bravos gladiadores que investiam em ações em 2008 e em 2015 sabem exatamente do que estou falando.

Em 2008, o capitalismo iria acabar.

Os bancos quebrariam, ninguém mais conseguiria empréstimos, as engrenagens da maior economia do mundo iriam parar.

Em 2015, o Brasil iria acabar.

No meio do furacão do impeachment, pautas bomba, lava-jato, crise, desespero… o Brasil estava fadado a virar a Venezuela.

Em 2020, a economia mundial iria acabar.

Quanto tempo demora a recuperação?

Felizmente, por mais desesperadoras que tenham sido, todas as crises passadas foram superadas.

Passado 2008, em 2010 o Ibovespa já estava de volta às máximas.

Após a injeção de capital nos bancos, o sistema financeiro foi salvo. A economia americana voltou a funcionar – podemos até dizer que a Europa nunca realmente saiu da crise.

No Brasil, o subprime nos afetou apenas rapidamente. Com economia bastante aquecida, sofremos apenas o choque inicial.

Com algum incentivo do governo – que desencadeou a próxima crise, nossa economia voltou a crescer rapidamente.

Passado 2015, 2016 foi ano de franca recuperação e, em 2017, o Ibovespa já estava novamente de volta às máximas.

O ciclo virou.

Trocamos o governo e a política econômica. Aprovamos reformas importantes e seguramos o gasto público.

O Ibovespa voltou a disparar, apesar de nossa economia ainda não ter mostrado capacidade de acelerar acima de +2 por cento ao ano.

Como será a recuperação atual?

A pandemia global

Vamos aos fatos.

Uma pandemia global obrigou os governos a proibir contato social para evitar o contágio pelo Coronavírus.

A mortalidade do vírus é baixa: estamos apenas tentando evitar o colapso dos sistemas de saúde.

Com grande parte do mundo em quarentena autoimposta, as economias sofrerão impactos importantes nos próximos 1 ou 2 trimestres.

Estes são os fatos.

Calma!

O pânico tomou tamanhas proporções que o William Bonner e a Renata Vasconcellos se viram obrigados a passar este recado no Jornal Nacional:

https://www.youtube.com/watch?v=p8T-T6bMsx4&feature=youtu.be

A desinformação e a indústria das fake news causou um pânico geral nas pessoas.

As pessoas estão com medo.

Os mercados estão com medo.

O Ibovespa caiu -47 por cento.

Ibovespa atual. Fonte: Bloomberg.

O terror afetou diretamente o mercado de ações brasileiro. As pessoas tomam decisões desesperadas.

Em meio ao turbilhão de desinformação, a grande maioria das pessoas olha as quedas das ações e imagina que tudo de pior acontecerá.

"Entraremos em recessão profunda."

"As empresas da bolsa vão quebrar."

"Os preços caíram; é óbvio que teremos impactos enormes."

Calma. Não há motivo para pânico.

Curando a doença sem matar o paciente

Esta não será a última pandemia que veremos e não é, nem de perto, a mais mortal.

O problema é que ainda estamos aprendendo a lidar com elas.

Os asiáticos (chineses, japoneses, coreanos) já estão mais acostumados – tanto governos quanto populações lidam com muito mais naturalidade com as pandemias.

Em um primeiro momento, precisamos colocar a população em quarentena para evitar colapso do nosso sistema de saúde.

A crise atual não se compara às duas crises que acabamos de passar.

Mas, em alguns dias ou semanas, as pessoas voltarão a trabalhar normalmente.

Ou teremos a cura para a doença, ou teremos estratégias mais inteligentes de lidar com sua disseminação.

A China e o restante da Ásia já voltam à vida normal.

Não há motivo para pânico.

As boas empresas não irão quebrar

Muitos negócios não possuem flexibilidade financeira para ficar 2 semanas (ou mais) fechados.

O pequeno varejo, comerciantes, autônomos, pessoas que vivem de salário mínimo…

Estas serão as pessoas mais impactadas pela quarentena.

Os governos sabem disso, e estão criando formas de ajudar estas pessoas neste momento mais difícil.

As empresas negociadas em bolsa possuem acesso a capital, planejamento de longo prazo e muito mais fôlego que o pequeno comerciante.

Claro que podemos ter alguma empresa com problema, mas a probabilidade é reduzida.

Justamente por isso investimos apenas nos melhores negócios que encontramos – as companhias mais rentáveis e com dívidas reduzidas ou inexistentes.

Não há motivo para pânico.

Quanto tempo tardará a recuperação?

Conversando com diversas empresas, a percepção dos acontecimentos é completamente diferente da que vemos nos jornais e revistas.

Claro, imaginamos que todas as empresas sofrerão impacto, de uma forma ou de outra, da paralisação econômica.

Teremos um trimestre, talvez dois, de impacto nos resultados.

Após isso, a vida volta ao normal.

Não há motivo para pânico.

Melhor oportunidade em 12 anos

Olhando outras crises, muito mais penosas, estamos perto do fundo do poço.

Podemos cair mais, claro, mas agora é hora para fazer boas compras.

Esta é a maior oportunidade de comprar ações dos últimos 12 anos – desde a crise de 2008.

Compre bolsa quando a bolsa cai. Compre barato.

Teremos impacto reduzido nos resultados das empresas, mas seus preços caíram -50 por cento, ou até mais, na bolsa.

Passados alguns meses, as empresas, e seus resultados, voltarão ao normal.

Olharemos para as quedas atuais como olhamos para 2008 ou 2015.

Toda crise passa.

Mas as decisões de investimento que você tomar agora impactarão seu patrimônio para sempre.

Em observância ao Artigo 22 da Instrução CVM nº 598/2018, a Nord Research esclarece que oferece produtos contendo recomendações de investimento pautadas por diferentes estratégias e/ou elaborados por diferentes Analistas. Dessa forma, é possível que um mesmo valor mobiliário encontre recomendações distintas em diferentes produtos por nós oferecidos. As indicações do presente Relatório de Análise, portanto, devem ser sempre consideradas no contexto da estratégia que o norteia.

Postado originalmente por: Nord Research

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