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(con)vivendo com a mente

Idas e vindas durante o tratamento

Postado em 27/07/2021 12:00

Muitas pessoas entendem o tratamento da saúde mental como uma questão pontual. Como se fosse tratar um resfriado: tomando um antigripal por alguns dias, o problema estará resolvido. Na realidade, esse tratamento pode ser longo, complexo e cheios de altos e baixos. Durante a caminhada, algumas adaptações e adequações podem ser necessárias e, quando envolve medicamentos, a nossa atenção deve ser redobrada.

Enquanto o tratamento evolui, é muito importante manter o acompanhamento com o médico responsável. Como às vezes o processo de desmame, que é a retirada do medicamento, pode trazer efeitos colaterais, o profissional consegue avaliar e minimizar os efeitos ou até prevenir e preparar o paciente antes que eles aconteçam. Tomando como exemplo o meu caso, quando retirei o medicamento para a depressão no ano passado, a minha primeira semana sem ele foi muito difícil. Tive mais crises de ansiedade, mal-estar e uma vontade infinita de chorar, pior do que eu sentia com o remédio. Isso tudo havia sido informado pela minha médica, então eu já esperava que acontecesse. Precisei ter um pouco de paciência, além das sessões maravilhosas de terapia, mas logo passou.

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Com a evolução do tratamento, senti que a ansiedade estava me prejudicando no dia a dia, com muita dificuldade para dormir e o coração disparando sem justificativa. Novamente, com orientação da minha médica, adaptamos os remédios, para um novo que aliviasse a ansiedade. Na primeira vez que isso aconteceu, eu me senti como se tivesse dando vários passos para trás. Hoje, eu sei que isso faz parte do tratamento, é o que faz a gente evoluir com qualidade de vida enquanto pulamos cada obstáculo que aparece. Pode ser um novo remédio, aumentar a dosagem do antigo, voltar à terapia diária, semanal, quinzenal.

Muitos, assim como eu, tomam medicamentos, fazem terapia, procuram ajuda e também passam por essa situação várias vezes na vida, tá tudo bem. Tá tudo bem precisar adaptar novamente. Tá tudo bem tomar outros medicamentos, procurar outras formas de ajuda, testar novas válvulas de escape. O importante é sempre caminhar, aprender e querer melhorar!

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Autor do blog: Júlia Nogueira

Sou a Júlia Nogueira, tenho 24 anos e fui diagnosticada com ansiedade e depressão há alguns anos. Neste blog, pretendo compartilhar artigos com um pouco do que aprendi e aprendo todos os dias, para ajudar e acolher quem passa por dificuldades semelhantes. É importantíssimo lembrar que você nunca está sozinho, que você faz a diferença e que é possível conseguir ajuda!

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