Relacionamento abusivo: seis sinais de alerta - Portal MPA

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Relacionamento abusivo: seis sinais de alerta

Postado em 22/12/2019 8:00

Um relacionamento abusivo não começa com tapas, não significa feminicídio e nem sempre ocorre violência física. É fato que pode acontecer com qualquer pessoa. Mulheres fortes e bem resolvidas e até homens, podem ser vítimas de relação abusiva. Talvez você esteja passando por esta situação ou conhece alguém que está vivenciando uma relação abusiva. Assim é bom ficar de olho em alguns sinais de abuso.

1 – Excesso de “amor”:

O abusador pode ser uma pessoa muito gentil, romântica, carinhosa e extremamente apaixonada. Ele pode mesmo colocar sua “amada” em um pedestal, cercá-la de mimos.

Então quando se deve ficar atenta aos excessos? Quando acontecem após episódios de raiva, brigas, de humilhações, de cobranças ou de ciúmes. Se o romantismo vem como tapa buraco, atenção!

2 – Ele quer que você faça mudanças que não te agradam:

Uma crítica construtiva é bem vinda e partem de um diálogo franco. Mas as mudanças que o abusador deseja são, geralmente, moralistas.

Diante de uma proposta de mudança reflita o que beneficia você e não seja como um espelho de outra pessoa.

3 – O relacionamento abusivo é uma teia:

Em um relacionamento abusivo os laços são formados como uma trama invisível que se constrói aos poucos, como uma teia que paralisa a vítima. A mulher não consegue perceber as malhas desta teia.

Não se culpe por ter caído nesta situação. Cair é humano, mas sempre se pode levantar.

4 – Superproteção pode ser sinal de relacionamento abusivo:

Esta é mais uma malha da teia. Pode parecer cuidado generoso, carinho, zelo. A superproteção diminui a vítima, na medida em que aumenta o poder do agressor e ele como “cuidador” passa a ser fundamental em cada ação, se esgotando a capacidade de decisão da vítima.

É importante ser independente financeiramente e manter suas preferências e amizades por outra pessoa. Quem cuida respeita.

5 – Agressões verbais e violência psicológica:

Atenção se seu parceiro:

  • faz pouco caso de suas conquistas, opiniões e gostos;
  • afirma que apenas ele pode lhe amar e aceitar, do jeito que é;
  • pede que você se afaste de amigos ou familiares;
  • faz você se sentir culpada pelas reações agressivas dele;
  • grita ou desconta a raiva em objetos;
  • alega que teve uma atitude desequilibrada porque estava estressado ou bêbado;
  • manifesta ciúmes com muita frequência e por bobagens;
  • vigia seus hábitos, conversas e redes sociais;
  • controla sua vida financeira;
  • proíbe que use alguma roupa ou ande com determinada companhia;
  • vive pedindo desculpas, dizendo que vai mudar, mas não altera o padrão de comportamento;
  • faz você acreditar que é responsável por ele, como sua “salvadora”;
  • diz que você está “louca” quando o coloca em xeque ou o contraria, fazendo você questionar sua própria sanidade e capacidade de analisar as situações;
  • consegue impor suas vontades, inclusive forçando o sexo;
  • lhe deixa insegura, com medo, constantemente infeliz e com a autoestima baixa.

6 – Ameaças e chantagens:

Estas são comuns em um relacionamento em que o abusador quer intimidar a parceira, apelando para a culpa, vergonha e medo de ser abandonada.

Você pode conhecer mulheres que estão em relações desse tipo. Ou você mesma estar vivendo esta trama. Lembre-se a teia é forte, mas não invencível. Não ignore os sinais de abuso.

Você não está sozinha e não precisa sentir vergonha de falar o que sente. Um psicólogo poderá auxiliar na identificação e superação do problema. Também é possível encontrar apoio junto à Central de Atendimento à Mulher, que pode ser contatada através do telefone 180, em uma Delegacia da Mulher, ou ONGs de apoio à mulher, como a Associação Meu Amar, ou outros órgãos públicos, como Centros de Referência de Assistência Social.

Maria Aparecida de Aguiar