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Projeto meu amar de amparo a mulheres vitimas de violência explica o crime psicológico

Postado em 15/12/2019 8:00

Foto: Pixabay

Pensar em violência doméstica muita das vezes nos leva imaginarmos logo de cara a violência física, onde a situação ultrapassa os limites e gera consequências que podem ser irreversíveis, tais como o óbito de uma mulher suposta vítima de violência. Ao tratarmos de violências domésticas contra a mulher, podemos dizer que estas ocorrem no âmbito familiar ou doméstico, entre quaisquer dos membros da família, ou por supostos agressores que em grande maioria tiveram ou possuem alguma relação afetiva.

Destaca-se o fato de esse tipo de violência ser referido no plural, por se tratarem de diversas formas de violência que podem ocorrer nesse contexto, sendo elas: violência física, sexual, patrimonial, verbal e a violência psicológica, que por sua vez é a mais silenciosa de todas. A principal diferença entre violência doméstica física e psicológica é que a primeira envolve atos de agressão corporal à vítima, enquanto a segunda forma de agressão decorre de palavras, gestos, olhares a ela dirigidos, sem necessariamente ocorrer o contato físico.

De acordo com a Lei Maria da Penha, considera-se violência psicológica:

[…] qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. (BRASIL, Lei 11.340/06, Art. 7º, II.).

A violência psicológica é a forma mais subjetiva e talvez por isso, mais difícil se identificar, uma vez que nessa agressão se alojam os aspectos sentimentais, emocionais, elementos que possuem caráter de invisibilidade e passa despercebido no dia a dia. Atualmente, a maior problemática deste tipo de violência é a negligência perante aos fatos até mesmo por quem sofre muita das vezes por não conseguir perceber que ela vem mascarada pelos ciúmes excessivos, controle, humilhações, ironias, ofensas e ameaças.

Dificilmente a vítima procura ajuda nos casos de violência psicológica. A mulher tende a aceitar e justificar as atitudes do agressor, acreditando que em partes é culpada pelo comportamento agressivo do companheiro. Tomemos como exemplo alguns comportamentos que encenam alguns casos de violência psicológica; O suposto agressor assume supostos comportamentos, tais como:

– Quer determinar o jeito como ela se veste, pensa, come ou se expressa;

– Desqualifica as relações afetivas dela: ou seja, amigos ou família “não prestam” e não serve como companhia para convivência

– Critica e desvaloriza qualquer coisa que a vítima faça; tudo passa a ser ruim ou errado, além de criticar também o corpo, maquiando tal ato como brincadeira.

– A expõe a situações humilhantes em público, inclusive fazendo uso de xingamentos verbais ofensivo.

Faz se importante destacar que a violência psicológica não afeta somente a vítima de forma direta. Ela atinge a todos que presenciam ou convivem com a situação de violência. Esse tipo de violência normalmente precede a agressão física que, uma vez praticada e tolerada, pode se tornar constante. Por isso é tão importante em qualquer ato de violência denunciar os autores, até mesmo como forma de prevenção do agravamento da situação.

Para algumas mulheres, as ofensas constantes e a tirania constituem uma agressão emocional tão grave quanto as físicas, porque abalam a autoestima, segurança e confiança em si mesma. O pior da violência psicológica não é a violência em si, mas a tortura mental e convivência com o medo e terror. Por isso, este tipo de violência deve ser analisado como um grave problema de saúde pública e, como tal, merece espaço de discussão para principalmente ampliarmos a prevenção. E justamente pensando nessa proposta o Projeto Meu Amar em Divinópolis- MG, acolhe as vítimas de violência doméstica, que também passaram pela terrível experiência da violência psicologia.

O MEU AMAR tem por objetivo junto com profissionais da saúde da área da psicologia oferecer serviço gratuito em atendimento psicológico, onde será trabalhados os traumas alavancados pela violência de modo que estas mulheres que foram vitimas recebam apoio, acolhimento para se reestruturarem e ressignificarem sua vivencia.

Desta forma, o Meu Amar busca trabalhar em cima do projeto dos 7 PASSOS, desenvolvido pelas voluntarias e colaboradoras, que pretende trabalhar o desenvolvimento do amor próprio, equilíbrio e felicidade. Se faça um favor olhe pra você com amor. e em caso de qualquer tipo de violência, denuncie!

Escrito por:

Indianara Cristina

Voluntária do projeto MEU AMAR

Graduanda do 6º período de psicologia na Faculdade UNA-DIVINOPOLIS

Estagiária na Delegacia da Polícia Civil – Del. Especializada em atendimento à mulher/ Divinópolis/MG

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Autor do blog: Estagiário
Blog é para falar deste projeto de apoio as mulheres vitimas de violência.
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