Blog do Gu Freitas

Campeonato mineiro: Lixo ou necessário?

Postado em 20/01/2020 20:00

Nesta terça-feira, 21/01, começará mais uma edição do poderosíssimo Campeonato Mineiro. Times tradicionais do cenário mineiro se enfrentarão para tentar “copar” a edição de 2020.

Essa edição começará aparentemente como as edições anteriores, com baixa expectativa e os grandes estádios vazios. É certo que os clubes dos interior dão grande importância ao campeonato, mas realmente ele é ideal para os menores? Essa pergunta deveria ser debatida com muito afinco pelos clubes.

Antes de adentrarmos aos “pequenos”, vamos tentar elucidar o que representa o “estadual” na vida de América, Atlético e Cruzeiro. Os três clubes têm, obviamente, competições mais importantes a disputar na temporada 2020. Portanto, deveriam se concentrar em uma pré-temporada mais extensa, com maior rigor físico e tático para aguentar a temporada até o final em alto nível.

Atlético e Cruzeiro, obviamente não encontram nos clubes do interior adversários a altura, e, quase sempre fazem a final do campeonato mineiro. Em quatro meses, os dois gigantes da capital tem de se preocupar com um campeonato de nível técnico baixo e que não é parâmetro para o resto da temporada.

Muitos podem pensar que se os grandes deixarem de participar do campeonato mineiro, os clubes do interior morreriam instantaneamente, mas façamos uma reflexão: e se os clubes do interior obtivessem apoio da Federação Mineira de Futebol e da CBF para terem um calendário durante o ano todo?

Como isso seria possível? Simples: campeonatos regionalizados por todo o estado na primeira parte do ano, com vaga para Série D e Copa do Brasil, para estimular e gerar mais renda aos clubes, com os custos divididos juntamente com a federação. Após essa primeira etapa, os melhores clubes de cada região do estado se enfrentariam para decidir quem seria o Campeão Mineiro. (Tal título, que só tem relevância para os pequenos, pois Atlético e Cruzeiro estão se lixando para ele.) Depois de decidir o campeão mineiro, o vencedor enfrentaria os três grandes da capital, e assim, decidiriam o “super campeão” mineiro.

Óbvio que é só um dos cenários possíveis. Várias outras maneiras de estimular o crescimento do futebol mineiro poderiam ser discutidas e colocadas em prática. O que não podemos é continuar assassinando clubes e mais clubes do interior a cada ano. A reconstrução do futebol mineiro tem que começar e a FMF tem que parar de sugar os clubes e agir em benefício deles. É para isso que ela existe e somente isso.

Enquanto escrevo ideias para estimular o nosso futebol, a Federação Mineira de Futebol trama nos bastidores, maneiras de perpetuar seus interesses e “tomar” dinheiro dos grandes, e pasmem, dos pequenos também. Muitas pessoas não sabem, mas a FMF não auxilia em nada os clubes do interior. Muito pelo contrário, ela joga as despesas de seu campeonato, como por exemplo, arbitragem, que os clubes mandantes pagam. Absurdo maior é ela ficar com parte da renda dos jogos. Ela organiza um campeonato que a enriquece ano após ano, enquanto os clubes, principalmente os do interior, ficam 2/3 do ano sem atividade e lutando para não fechar as portas.

A FMF com conivência da CBF, mata aos poucos os clubes do interior, e América, Atlético e Cruzeiro, que deveriam pegar talentos no interior para enriquecer seus elencos, parecem hienas, “comem bosta e ainda riem”!

E aí, torcedor, concorda com mudanças ou tudo deve continuar como está?

 

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Autor do blog: Gu Freitas

Publicitário e Especialista em Políticas Públicas. Amante da música, dos animais, do esporte, e principalmente, do futebol. Conversador de futebol na Minas FM e TV Candidés.

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