Blog do Gu Freitas

Atlético: cemitério de técnicos?

Postado em 18/01/2020 12:00

O Galo vem se notabilizando pela instabilidade de seus treinadores nos últimos anos. Treinadores experientes ou iniciantes não resistem as práticas imbecis dos “cartolas” que passam pelo clube. 

Desde janeiro de 2014, dez treinadores foram efetivados no comando do time – Thiago Larghi, Oswaldo de Oliveira, Rogério Micale, Roger Machado, Marcelo Oliveira, Diego Aguirre, o próprio Levir (duas passagens), Paulo Autuori e Rodrigo Santana se revezaram no cargo. O Galo teve ainda Diogo Giacomini como interino durante 5 jogos. 

Lista extensa para pouco tempo, não é mesmo?!

Com a atual crise e desconfiança sobre os técnicos tupiniquins, o mercado brasileiro tem recorrido a nomes estrangeiros para dirigir grandes e pequenos clubes. O sucesso de Jorge Jesus pelo Flamengo, é o grande estopim desse novo cenário em nosso futebol.  O treinador português, em pouquíssimo tempo, derrubou algumas “muletas” recorrentes dos treinadores brasileiros. Jorge Jesus não teve problemas com o calendário cheio, com tempo curto de trabalho e com o cansaço de seus jogadores. Transformou as adversidades em títulos expressivos. 

Rafael Dudamel terá tempo para trabalhar? 

Que o atual presidente do Atlético está mais preocupado com a ascensão de seu filho a Fórmula 1, todos nós sabemos. O atual mandatário atleticano, aparentemente não entende nada de futebol e muitas vezes, deixou o Galo sem comando, se preocupando com outros assuntos e não com o que se propôs a fazer. 

Sérgio Sette Câmara é só mais um dirigente que não entende nada de futebol e comete os mesmos erros dos outros. Sem convicção nas contratações, sem planejamento, demite treinadores como quem troca de roupa no dia a dia. 

Desta vez, ele aparentemente recorreu certeiramente a um bom nome. Sorte ou convicção? Ele deixará Dudamel terminar seu contrato? Perguntas que só o tempo nos responderá, mas uma coisa é certa: o atleticano não aguenta mais desculpas esfarrapadas de dirigentes amadores. 

Dudamel mesmo que não tenha títulos, tem um início promissor em sua carreira. Treinou a seleção sub-17 da Venezuela, tendo um ótimo desempenho dentro de campo com seus garotos. O sucesso com a garotada lhe rendeu a seleção principal, onde também fez um ótimo trabalho, apresentando um futebol moderno e competitivo. Pode parecer pouco seu currículo, mas temos que lembrar que ele dirigiu a Venezuela, sem recursos, grandes talentos e com frequentes turbulências políticas.

Só os dias dirão se em um novo país e em um clube com milhões de torcedores, Dudamel dará certo, mas uma coisa é certa: ele é promissor! 

E aí, atleticano, teremos mais um enterro, ou dessa vez os “cartolas” deixarão as pás e caixão para lá? 

 

 

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Autor do blog: Gu Freitas

Publicitário e Especialista em Políticas Públicas. Amante da música, dos animais, do esporte, e principalmente, do futebol. Conversador de futebol na Minas FM e TV Candidés.

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