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Blog do Leo Lasmar – Natal do Atlético só em 2021 com o lema: 50 anos de espera!

Postado em 17/12/2020 12:42

A distância que poderia cair para um ponto virou sete de vantagem a favor do líder. O Atlético segue vice-líder, mas precisa redirecionar o alvo no Brasileirão. Hoje, o foco tem que ser a manutenção do G-4 (zona de classificação à fase de grupos da Libertadores 2021), um discurso sóbrio que a própria diretoria já adotou em outros tempos recentes.

A derrota para o São Paulo por 3 a 0, no Morumbi, demonstrou falhas de Jorge Sampaoli em escolhas e uma atuação irreconhecível da equipe. Um resultado que não impede o Galo de sonhar pelo título, mas a taça cada vez mais parece um projeto sólido, mas a longo prazo – e com manutenção de filosofia. É preciso olhar para trás com as chegadas de Flamengo, Palmeiras, Internacional e Grêmio.

Diante do Athletico-PR, o Galo já havia feito 15 minutos bem ruins na casa do adversário, mas conseguiu se achar no jogo, passou a ter a bola e acionou Keno para criar as chances que culminaram na vitória. Nada disso aconteceu no Morumbi. A equipe até tentava pressionar a saída do Tricolor, mas, quando o time de Fernando Diniz conseguia chegar ao meio de campo, era apuros para o Galo. Fruto de uma escalação equivocada de Jorge Sampaoli.

O meia-atacante Calebe – curiosamente, emprestado pelo São Paulo – foi uma surpresa da escalação titular. Entrou na vaga disputada por Hyoran, Nathan e Alan Franco. Estava fora de posição, falhando na recomposição e no gol de Igor Gomes, quando Tchê Tchê avançou com liberdade. Igor Rabello foi outro erro, cercou e não deu o devido combate.

Não é de hoje que Sampaoli costuma escolher uma formação com três zagueiros. Mas a saída de bola não existiu quando Junior Alonso tentava passes longos. Guilherme Arana foi pouco produtivo como um ala e sem ajudar Keno, isolado numa ilha deserta e anulado por Juanfran. Enquanto Daniel Alves, o camisa 10, era o volante/armador que voltava para a defesa e iniciava as jogadas, o Galo tinha Allan, pesado, de pouca mobilidade, para fazer a ligação.

O camisa 29 do Atlético acabou sendo expulso por uma chegada forte em Dani Alves. Um cartão amarelo questionável, já que houve lances análogos na partida sem a advertência do árbitro Wilton Pereira Sampaio. De qualquer forma, não é possível eximir Allan, pois houve falta de prudência. O primeiro cartão, justo, após ele se estranhar com Tchê Tchê, ainda que o jogador do São Paulo tenha sido o causador da “treta”.

Quando ficou com 10 homens, o Atlético perdia por 1 a 0 e até tinha voltando para o segundo tempo melhor na partida, com ataques perigosos no começo da etapa final debaixo de chuva forte na capital paulista. Mas a sensação é que Tiago Volpi só molhou o uniforme por conta do temporal. Chances ínfimas de ataque, com arrancadas de Eduardo Vargas e Marrony aniquiladas pelo zagueiro Arboleda, em atuação de destaque.

Desvantagem no placar e no número de jogadores. O 1 a 0 se ampliou em leitura incorreta do lado direito da equipe, com Guga e Zaracho se confundindo e Victor Bueno cruzando bem para Gabriel Sara antecipar Junior Alonso. Depois, Toró recebeu com liberdade (a marca da defesa do Galo na noite) e chutou no canto para a “forra” do São Paulo, que havia perdido por 3 a 0 para o Atlético no primeiro turno.

Imagem de Willgard Krause por Pixabay 

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