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Blog do Leo Lasmar – Jogar com 12 em campo também faz parte do sucesso.

Postado em 08/11/2021 12:42

O jogo já havia terminado, e ninguém deixava o estádio. Um ensurdecedor, balançante e completamente abarrotado Mineirão saudava em polvorosa os donos do espetáculo. Do gramado, Guilherme Arana segurava seu filho no colo e mostrava-lhe a festa que vinha das arquibancadas. Hulk não parava de aplaudir – e de ser aplaudido. Uma sinergia impressionante: time e Massa. Um só propósito, um só ideal, cada vez mais próximo do desfecho aguardado há meio século.

O placar de 1 a 0 é símbolo de um clássico que passou longe de ser tranquilo para o Atlético-MG. Aliás, em toda esta jornada de seis meses e 30 rodadas de Campeonato Brasileiro, é possível contar nos dedos de uma mão as vezes em que algo saiu “tranquilo” para o Galo. É a história do time: nada costuma vir de mão beijada. Nada é fácil. E, talvez por isso, o gosto de cada conquista seja tão inesquecível.

Há oito anos, mais de 58 mil atleticanos comemoravam entre berros e lágrimas, a maior conquista da história do clube: a Copa Libertadores. E demorou este tempo todo para o Mineirão ver mais gente de preto e branco de uma só vez. Foram 60.142 pessoas neste domingo, recorde do campeonato e do próprio estádio em jogos do clube.

Um povo que homengeou a cantora Marília Mendonça e cantou à capela o principal trecho do hit “Todo mundo vai sofrer”. Simbólico, pois como sofreu. Até o gol de Guilherme Arana, aos 16 minutos do segundo tempo, a tensão no estádio era visível. Cada incentivo trazia uma carga escondida de angústia. O grito de gol foi também de alívio.

Alívio por confiar em um time que, durante todo o campeonato, se recusa a dar larga margem para a tão normal oscilação. O Galo caiu na semifinal da Libertadores e deu resposta imediata no Brasileiro. Perdeu o confronto direto para o Flamengo, e desde então só venceu pela competição.

Em comum, o fato de que todas essas reações vieram em casa. O Mineirão é, historicamente, uma fortaleza do Galo, mas a sinergia em 2021 é especial. São 13 vitórias em casa no Brasileiro, 12 consecutivas. É o recorde na era dos pontos corridos.

Esta última, no Clássico das Multidões diante do América, veio em um jogo nervoso. O Coelho mostrou porque era o dono da segunda melhor campanha do returno (o Inter ultrapassou). Uma equipe encaixada, ajustada, e que poderia tranquilamente ter saído do Mineirão comemorando uma vitória.

Os 45 minutos iniciais até tiveram domínio atleticano, mas sem grandes chances de perigo. O América (intencionalmente) deu a bola ao Galo e se segurou bem na defesa. O Galo tinha um inspirado Eduardo Vargas, mas pecava na assistência final.

Foi na segunda etapa que o Coelho se abriu e decidiu partir para a ‘trocação’. O retrospecto da temporada, porém, tem mostrado que isso costuma ser fatal para os adversários do Galo. Zárate até poderia ter aberto o placar no começo do segundo tempo, mas parou no pé de Junior Alonso. Lance que acendeu o Galo e a Massa de 60 mil pessoas no Mineirão.

Depois disso, foi pressão dos donos da casa. Até que aos 16 da segunda etapa, Vargas (nome do jogo) achou uma bola brilhante em profundidade para Mariano. O cruzamento rasteiro foi no pé de Diego Costa, que ajeitou para Arana encontrar com as redes, e fazer o Gigante tremer.

Por Marcelo Cardoso -GE

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