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Blog do Leo Lasmar – Depois da virada, agora é a Libertadores

Postado em 27/06/2022 12:53

Foi mais sofrido (muito mais) do que precisava. Consequência de escolhas, no mínimo, questionáveis de Antonio Mohamed para o Atlético começar o jogo. Por pouco, não saiu caro. Mas o Turco refez o caminho do Galo. Corrigiu e colocou um time em condições de vencer, ao custo de muita raça, sem dúvida. A torcida precisou segurar o grito até o fim. Uma virada incrível de 3 a 2, que, com certeza, deve ter deixado Mohamed mais aliviado (mas com lições a tirar).

E o treinador garante mais moral para a Libertadores, próximo compromisso do clube. Na terça-feira encara o Emelec, no Equador, pelas oitavas de final.

Eram muitos desfalques, não tinha o que se fazer quanto a isso. Poupar outros jogadores faz parte do planejamento. Afinal, há uma maratona de jogos, lesões surgindo no elenco e uma viagem longa pela frente. Mas as escolhas foram desastrosas. O Atlético foi um remendo de time no primeiro tempo.

Peças importantes estavam fora: Mariano e Nacho Fernández (suspensos), Keno, Zaracho e Jair (departamento médico). E ainda Hulk, com um edema no pé direito, principal jogador da equipe, também vetado pelos médicos. Turco optou por três zagueiros e jovens (Castilho e Calebe) no meio-campo ao lado de Allan, além de Sasha e Savinho no ataque.

Um gol logo aos dois minutos (Romarinho, livre, acertou belo chute de fora da área) comprometeu os planos arriscados de Antonio Mohamed. Um time bastante mexido, sem poder de criação e entrosamento precisava agora correr atrás do resultado frente a uma equipe que sabia o que fazer com a bola.

O que se viu foi um Atlético sem organização, sem nenhum padrão, sem opções para sair da marcação rival. Com três zagueiros em campo, sobrou até para um deles tentar armar o ataque alvinegro. Alonso e Réver surgiram algumas vezes no campo ofensivo. Mas não é a deles.

E foi em uma tentativa de Réver se lançar ao ataque que o Atlético voltou a pagar caro. O defensor perdeu a bola, e o Fortaleza foi para o contragolpe. Romarinho, de novo com espaço, marcou o segundo gol.

Aos 33 minutos, Antonio Mohamed, enfim, tirou um zagueiro, com a entrada de Vargas. Optou pela saída de Alonso, deixando a torcida no Mineirão insatisfeita. A torcida tentou empurrar o time no grito. O time não engrenou. Só então os torcedores vaiaram, após um primeiro tempo medonho.

No intervalo, Mohamed partiu para arrumar a casa. Tirou Allan (poupado também de olho na terça), Castilho e Sasha para as entradas de Otávio, Rubens e Fábio Gomes.

O Atlético melhorou. Mas precisou injetar raça no roteiro da virada. Rubens foi muito bem. Deu carrinho no primeiro lance. Lutou demais. E mostrou futebol, assim como Vargas. Saiu dos pés do chileno o cruzamento para o gol de Rubens, já aos 30 minutos.

O Galo se manteve em cima. Empatou com Réver, também de cabeça. A igualdade, pelo cenário desenhado no primeiro tempo, já era bom. Mas a torcida acreditou. O time acreditou. Aos 51 minutos, os 30 mil atleticanos explodiram de alegria com o terceiro gol. Arana cruzou na cabeça de Vargas. No desvio de Matheus Jussa, a bola foi para as redes. Que reação! Que alívio para Antonio Mohamed!

Por Rodrigo Fonseca – GE

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