Pais e filhos: Prevenção, Família e Igreja - Portal MPA

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Pais e filhos: Prevenção, Família e Igreja

Postado em 09/04/2022 7:30

“Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens”. Essa frase, citada por Pitágoras há aproximadamente 500 anos antes de Cristo, continua tão atual e verdadeira que parece dita ontem. Naquela época, Pitágoras já tinha razão. Se não investirmos, hoje, em nossas crianças, como podemos esperar que no futuro se tornem em pessoas de bem?  Não dá para falarmos em formação e educação dos pequeninos, sem abordarmos sobre três instituições que são os pilares nessa tarefa: a família, a escola e a igreja.

Dentre eles, a família é a primeira referência na vida das crianças. Os pais devem assumir suas responsabilidades enquanto pais, agindo ativamente na educação dos filhos, sem transferir responsabilidades. Infelizmente, o mundo moderno tem prejudicado os contatos familiares. Como já citei em outros textos, estamos assistindo, em nossos dias, uma formação familiar trágica, que chamamos de família de desconhecidos, isto é, pessoas que vivem na mesma casa e nada mais. Cada um em seu canto, assistindo a sua tevê, usando seu celular ou absorvidos pelas redes sociais. Falta tempo para os filhos.

Outras famílias são tão ausentes ou permissivas que transformam seus filhos em crianças órfãs de pais vivos, ou seja, os pais não assumem as responsabilidades que são suas e deixam os pequenos a mercê de si mesmos. Não tomam atitude alguma diante dos comportamentos inadequados dos filhos, são permissivos, facilitadores e tentam compensar a sua passividade com presentes e brinquedos. Por outro lado, as famílias devem empenhar-se na educação das crianças, assumindo o seu papel de educadores dos filhos, atuando com responsabilidade de forma ativa, equilibrada e coerente. Precisam educá-los com firmeza, mas também com carinho e amor. Devem agir quando eles falham, mas elogiar quando existe mérito. Não podem descuidar dos próprios comportamentos e fazer deles, exemplos e modelos a serem seguidos.

O outro pilar e, não menos importante, são nossas unidades escolares. É óbvio que educar é missão dos pais, mas a escola não deve colocar-se a margem disso, limitando seu papel em ensinar seus alunos, pelo contrário, também é dever da escola atuar ativamente na construção do sujeito, complementando aquilo que é dever da família começar em casa. Sabemos que muitas de nossas crianças chegam nas salas de aula sem noção alguma de regras ou limites e a escola é uma segunda chance de inserirmos essas noções básicas em sua existência.

O terceiro pilar são nossas igrejas, independentemente de suas denominações. Cabe aos pais introduzir seus filhos nos ensinamentos religiosos e é missão das igrejas cativá-los com a essência do Ser Superior. Tenho contato com várias comunidades terapêuticas e já ouvi muito dependente químico confessar que seu maior problema não eram as drogas, mas a falta de Deus em sua existência. As drogas, uma consequência. Não temos dúvidas que a criança sofrerá prejuízos em sua formação, caso qualquer um destes pilares falte ou falhe. Isso nos sinaliza sobre a importância que cada um deles exerce na vida dos pequeninos, considerando que na ausência da família, da escola e da espiritualidade, o que lhes restarão como referência será a rua. Sem um norte que os guiem, se tornam adultas e se falharem, não têm perdão: julgamos, condenamos e punimos.

Texto: Celso Garefa – AE Sertãozinho