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30 de julho: uma das datas mais importantes da História do Cruzeiro

Postado em 30/07/2019 16:41

Num dia como esse,  em 1976, o nome Cruzeiro Esporte Clube apareceu pela primeira vez como campeão no cenário internacional. Mas quis o destino que 21 anos depois a data ficasse marcada num outro confronto internacional épico.

Coincidentemente, o palco de ambos os jogos foi o mesmo: estádio Nacional de Santiago, no Chile.

1976

Comecemos pelo primeiro, em 1976

Cruzeiro e River Plate duelaram pelo último jogo da melhor de três naquela final de Libertadores. A Raposa fez dois gols e encaminhava o placar pra ser campeão.

Porém, o River Plate dos craques Passarella, Alonso, Más, Luque e Sabella não desistiu e fez dois gols no segundo tempo. Não poderia se esperar menos de um time composto pela estrutura da seleção argentina que venceria a Copa do Mundo dois anos depois.

Uma falta frontal à área aos 44 do segundo tempo era quase um pênalti para quem tinha Nelinho. Mas Joãozinho foi atrevido e surpreendeu com sua cobrança certeira.

O Cruzeiro erguia sua primeira Libertadores. O primeiro dos seus sete títulos internacionais.

1997

Mas houve um outro jogo épico no mesmo local e na mesma data. Vinte e um anos depois, Colo Colo e Cruzeiro duelavam pela semi-final da Copa Libertadores.

Os clubes já se degladiavam numa grande rivalidade que começou na Supercopa 91 e se estendeu em sete mata-matas dos anos 90. O Cruzeiro costumava levar vantagem, mas os chilenos haviam vencido a final Recopa 92.

O Colo Colo 97 tinha o craque Ivo Basay e precisava reverter a derrota de 1×0 no Mineirão. O time da casa pressionou desde o princípio e o Cruzeiro lutava para se defender. Mas no segundo tempo, perdendo por 3×1 e sendo eliminado, o time de Autuori precisou se arriscar.

A equipe conseguiu fazer o segundo gol com o atacante Cleison pegando o rebote de uma batida de falta.

Mesmo com o um a mais, o time preferiu cadenciar o jogo e esperar a decisão por pênaltis. Dida já era nacionalmente consolidado como especialista no assunto.

Mas o que o goleiro baiano fez naquele 30 de julho de 1997 é lembrado como lenda até hoje. Basay foi o primeiro chileno a bater. O craque chutou uma bomba alta no meio do gol.

Dida teve a frieza de não escolher canto e conseguiu espalmar o tiro de canhão.

Já a segunda defesa é apontada por muitos como a mais bela defesa de sua carreira. Marcelo Espina chutou com violência, alto, e no canto. Dida voou no ângulo impossível e fez uma defesa absurda.  

Coube a Marcelo Ramos converter o penal derradeiro e encaminhar a classificação para a final da Copa.

Raul e Dida

O comentarista do SporTV nesse jogo era Raul Guilherme Plassmann. O ex-goleiro cruzeirense não conteve a emoção ao contar no fim do jogo como foi estar no mesmo palco no exato aniversário de sua Libertadores 76.

Raul creditou a classificação na conta de Dida. A coincidência do destino colocava de perto dois goleiros canhotos tão decisivos para as duas Libertadores do clube.

Ainda restam páginas heróicas imortais esperando preenchimento. Hoje, no clássico contra o River Plate, ocorre mais um dos muitos 30 de julhos da História do Cruzeiro Esporte Clube.

Hugo Oliveira Pegoraro Serelo, 32 anos, é pesquisador esportivo, repórter policial e apresentador de TV e rádio. Nasceu em Andradas-MG e mora em Divinópolis. Torce pro Rio Branco e tem uma leve simpatia pelo Cruzeiro Esporte Clube.

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Autor do blog: Hugo Serelo

Hugo Oliveira Serelo, 32 anos, pesquisador esportivo, repórter policial e radialista. Nasceu em Andradas-MG e mora em Divinópolis-MG. Torce pro Rio Branco de Andradas e tem uma leve simpatia pelo Cruzeiro Esporte Clube.

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