Brasil registra 1.000 amputações de pênis por ano – saiba como prevenir e o que acontece se amputar

Postado em 14/11/2017 14:49

Segundo o professor do Departamento de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFM) da Universidade de São Paulo (USP), José Cury, a ocorrência de câncer de pênis se deve a três fatores principais: presença de fimose, falta de higiene adequada e infecções virais.

Ele comenta que o cuidado com o pênis ainda é um tabu. Assim, muitas famílias não ensinam corretamente o procedimento de higiene, o que exige maior atenção por parte dos pediatras.

Cury esclarece que a falta de higiene pode levar ao câncer e à amputação parcial ou total da genitália masculina. No Brasil, são mil amputações por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Como prevenção, o professor destaca a importância da higiene feita diariamente.

Além disso, o professor alerta para o aumento dos casos das infecções sexualmente transmissíveis – sífilis e HPV, por exemplo -, devido à falta de proteção e negligência com a higiene masculina.

O câncer de pênis

O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. Está relacionado às baixas condições socioeconômicas e de instrução, à má higiene íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão, segundo o setor de Oncologia do hospital Albert Eistein.

No Brasil, esse tipo de tumor representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste.

O primeiro sintoma da doença são feridas no pênis que custam a cicatrizar, falta de higiene no órgão genital, doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV, e fimose, que é a dificuldade de expor a “cabeça” do pênis porque o prepúcio (a pele que a recobre) tem um anel muito estreito, são os principais fatores que predispõem ao mal – a causa exata do tumor ainda é desconhecida.

Mas você já parou para pensar o que acontece quando o pênis de um homem é amputado? Será que existe alguma cirurgia para converter o corte? Confira!

verdade é que independentemente do fator causador, uma amputação total do membro pode ser resolvida com uma neofaloplastia, que consiste na criação de um novo tubo peniano, com retalhos de antebraço ou de pele da região lombar. Vale lembrar que a uretra também é refeita cirurgicamente e, dependendo do caso, possibilitará até que o paciente continue urinando em pé. Em outros casos, o indivíduo terá de fazer isso sentado.

Quando a doença é identificada em fase inicial, as chances de um tratamento bem sucedido são próximas de 100%. O problema é que a maioria dos homens brasileiros não tem o hábito de ir ao médico e, quando vão, a doença já está em fase avançada. 

As formas de tratamento são similares às de outros cânceres: retira-se a parte afetada e trata-se com quimioterapia. A diferença é que o pênis tem uma importância capital para o homem. Quando é necessário amputar todo o membro, muitos entram em depressão, chegam a perder a vontade de viver. Mas é possível manter a vida sexual ativa após a amputação do pênis?

Enquanto à manutenção da vida sexual, alguns especialistas explicam que em uma segunda cirurgia é possível inserir uma prótese peniana para possibilitar firmeza e viabilizar uma penetração com o novo pênis. E fique tranquilo, dependendo das condições, tanto o prazer sexual como o orgasmo podem ser alcançados com a estimulação erótica da região genital residual, formada pelo escroto, testículo e região perineal. Com técnicas de reprodução assistida, mesmo a geração de filhos não está descartada.

 

Fonte: Jornal da USP

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